Ministro André Mendonça é o novo relator do caso Master

O ministro André Mendonça foi sorteado nesta quinta-feira (11) o novo relator do inquérito envolvendo o Banco Master após o ministro Dias Toffoli deixar o caso. Ele assume a investigação em meio a crise institucional aberta pela relatoria de Toffoli.
A saída foi anunciada após a reunião de emergência convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para discutir a crise. Os ministros descartar a possibilidade de declarar a suspeição ou o impedimento de Toffoli.
Além disso, garantiram que as provas produzidas durante a relatoria de Toffoli não serão anuladas ao reconhecer a “plena validade” dos atos praticados pelo ministro no inquérito principal e em “todos os processos” a ele “vinculados por dependência”.
O inquérito tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília, mas “subiu” para o STF após um pedido da defesa de Vorcaro após um contrato imobiliário de um deputado com empresário ser encontrado pela PF. Esse documento não é objeto de investigação.
Toffoli acolheu o pedido da defesa do banqueiro e elevou o nível de sigilo nos autos. Com as investigações em andamento, diversos veículos de imprensa revelaram que parentes do magistrado venderam uma participação acionária no resort de luxo Tayayá, localizado no Paraná, a um fundo vinculado ao Master.
Nesta segunda (9), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou a Fachin o relatório elaborado a partir dos dados do celular de Vorcaro, com menções a Toffoli. Em resposta, o gabinete do ministro disse que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.
No entanto, na manhã desta quinta (11), Toffoli admitiu, em nota, ser sócio, junto com seus irmãos, da Maridt, empresa que, segundo ele, tinha participação no resort Tayaya, em Ribeirão Claro (PR), mas cujas cotas teriam sido vendidas, em 2021, para o Fundo Arleen, e em 2025, para a empresa PHD Holding.