8/1: Moraes concede prisão domiciliar a barbeiro com doença autoimune
Na quinta-feira 15, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao barbeiro Clayton Costa Candido Nunes, condenado a 16 anos e seis meses de prisão pelo 8 de janeiro. No pedido apresentado no dia anterior à decisão de Moraes, a defesa relatou um quadro grave de lesões na pele, com risco de infecção bacteriana, sepse e morte. Isso porque Nunes t
Na quinta-feira 15, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao barbeiro Clayton Costa Candido Nunes, condenado a 16 anos e seis meses de prisão pelo 8 de janeiro.
No pedido apresentado no dia anterior à decisão de Moraes, a defesa relatou um quadro grave de lesões na pele, com risco de infecção bacteriana, sepse e morte. Isso porque Nunes tem psoríase e imunossupressão severa, que se agravaram em virtude das condições precárias em que ele vive na cadeia — Oeste revelou a história de Nunes.
De acordo com a defesa, a barreira de proteção da pele de Nunes está “totalmente prejudicada”.
“As circunstâncias específicas do presente processo justificam a concessão da prisão domiciliar, mesmo após o início da execução definitiva da pena”, escreveu Moraes.
O magistrado citou precedentes do STF que permitem, em situações excepcionais, conceder prisão domiciliar a condenados que não estão no regime aberto.
O ministro já havia negado pedidos de domiciliar de Nunes em maio e outubro de 2025 e em fevereiro deste ano.
Tornozeleira e restrições a visitas para Clayton Costa Candido Nunes
Além do monitoramento eletrônico, Moraes determinou a suspensão do passaporte e proibiu o barbeiro de obter outro documento e de sair do país.
Nunes também não poderá utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, nem se comunicar com os demais envolvidos no caso.
As visitas ficarão restritas aos advogados constituídos no processo e a pessoas previamente autorizadas pelo STF.
Para sair de casa por razões de saúde, o barbeiro terá de pedir autorização prévia de Moraes. A exceção são situações de urgência, que deverão ser justificadas em até 48 horas após o atendimento médico.
Moraes advertiu que o descumprimento de qualquer uma das condições implicará o retorno ao estabelecimento prisional.
Preso desde 8 de janeiro de 2023, Nunes foi condenado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Leia também: "Os esquecidos do 8 de janeiro", reportagem publicada na Edição 336 da Revista Oeste
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