Abaixo-assinado em apoio a André Mendonça ultrapassa 500 mil adesões
Um abaixo-assinado on-line em apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassou a marca de 500 mil adesões nesta quarta-feira, 16. A mobilização ocorre em meio à crise instalada na Corte a partir das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.
Um abaixo-assinado on-line em apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassou a marca de 500 mil adesões nesta quarta-feira, 16. A mobilização ocorre em meio à crise instalada na Corte a partir das investigações relacionadas ao caso do Banco Master Master.
Até a tarde desta quarta-feira, o contador da plataforma registrava mais de 511 mil assinaturas. A meta apresentada pelos responsáveis pelo site é alcançar 1 milhão de apoiadores.
O texto afirma que os participantes manifestam apoio a Mendonça e defendem a independência do Poder Judiciário, o Estado Democrático de Direito e o respeito às instituições previstas na Constituição. A plataforma classifica a iniciativa como uma “manifestação cidadã” e informa que cada adesão é voluntária e identificada.
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São Paulo concentra o maior número de assinaturas, com mais de 153 mil. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com cerca de 63 mil, e Minas Gerais, com aproximadamente 48 mil. O Distrito Federal contabilizava mais de 17 mil adesões.
Caso Master
A mobilização ganhou força depois da divulgação de informações extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Mendonça atuou na relatoria da investigação, da qual surgiram mensagens que mencionam o ministro Alexandre de Moraes.
Conforme o material, Vorcaro e Moraes trocaram mais de 50 mensagens. Na semana anterior à sua primeira prisão, em novembro do ano passado, o ex-banqueiro perguntou ao magistrado se deveria fugir do Brasil. Além disso, o ministro editou o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Master e o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci.
No início de setembro, Mendonça retirou o sigilo de material encaminhado pela PF e determinou que os novos elementos fossem separados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma. O ministro também encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República e defendeu a ideia de que a discussão fosse levada ao plenário do Supremo em sessão pública e presencial.
O episódio ampliou a tensão interna no STF. Nesta terça-feira, 15, o plenário discutiu questões relacionadas aos procedimentos que envolvem Moraes e o caso Master. O julgamento foi interrompido depois de um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Flávio Dino.
A plataforma do abaixo-assinado em apoio a Mendonça se apresenta como uma “iniciativa cidadã independente”. O site informa que não exibe publicamente os dados pessoais dos signatários e divulga apenas números agregados das adesões.
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