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Ações da Americanas disparam mais de 15% com fim de recuperação judicial

As ações da Americanas negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) fecharam em forte alta no pregão desta terça-feira, 20, refletindo o otimismo dos investidores depois do encerramento da recuperação judicial da companhia.  Ao final da sessão, os papéis da Americanas (AMER3), um dos gigantes do varejo brasileiro, registraram valorização de 15,58%, cotados a R$ 6,90.  + Leia mais notícias d

As ações da Americanas negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) fecharam em forte alta no pregão desta terça-feira, 20, refletindo o otimismo dos investidores depois do encerramento da recuperação judicial da companhia. 

Ao final da sessão, os papéis da Americanas (AMER3), um dos gigantes do varejo brasileiro, registraram valorização de 15,58%, cotados a R$ 6,90. 

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Na máxima do dia, a ação da empresa chegou a disparar 25%, negociada a R$ 7,50. Em outubro, os papéis da Americanas acumulam alta de 8,74% e, ao longo do ano, de 16,37%. 

Nesta terça, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos – foi a segunda maior pontuação de fechamento da história. O dólar, por sua vez, encerrou o dia em queda de 0,58% frente ao real, cotado a R$ 5,019. 

Fim da recuperação judicial

Em decisão anunciada na segunda-feira 19, o juiz  Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), pôs fim ao processo de recuperação judicial da Americanas. 

A recuperação judicial é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.

Leia também: "Justiça encerra recuperação judicial da Americanas"

Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação. Em linhas gerais, a recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.

De acordo com o magistrado, todas as obrigações do plano apresentado aos credores foram cumpridas pela empresa. A recuperação judicial havia sido pedida em 2023, em meio à revelação de uma fraude contábil de cerca de R$ 20 bilhões que quase levou a companhia à ruína. 

O esquema utilizava o chamado risco sacado ocultado (empréstimos bancários lançados como dívidas comuns de fornecedores) e verbas de propaganda fictícias para inflar artificialmente o lucro e esconder o endividamento. 

Na semana passada, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 ex-executivos da Americanas, acusados de terem participado das fraudes contábeis. Entre eles, está o ex-CEO Miguel Gutierrez, que nega qualquer irregularidade. 

Leia também: "Justiça torna réus 12 ex-executivos da Americanas por fraude"

O que diz a Americanas

Em nota, o atual CEO da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a empresa foi bem-sucedida em seu plano de reestruturação nos últimos anos e vem apresentando indicadores positivos de rentabilidade. 

Segundo Soares, o ganho operacional da companhia cresceu R$ 500 milhões. No primeiro semestre de 2026, observou o executivo, a Americanas teve uma expansão de 9,3%, com alta de 10,3% na receita bruta. 

“A Americanas sofreu com todo o processo, mas sai mais forte e com fôlego renovado para retomar a posição de relevância no varejo físico brasileiro", disse Soares.

Quando pediu a recuperação judicial, em janeiro de 2023, a Americanas reportava uma dívida de R$ 43 bilhões com mais de 16 mil credores. 

Leia também: "Vantagem de Flávio em pesquisas impulsiona Ibovespa ao 2° maior fechamento da história"

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