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Ações europeias são consideradas baratas apesar da crise econômica

As ações europeias estão sendo vistas como uma oportunidade de investimento, mesmo diante da crise econômica na região. O crescimento do PIB na zona do euro deve ficar em apenas 1,1% neste ano, inferior ao de outras economias avançadas, mas analistas apontam que as bolsas de valores ainda oferecem valor.

"As ações europeias merecem muito mais atenção do que estão recebendo", afirma a revista The Economist em análise publicada nesta semana. A publicação destaca que, apesar do caos na economia do velho continente, as bolsas de valores da região representam uma oportunidade para investidores.

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O Fundo Monetário Internacional estima que o crescimento do Produto Interno Bruto na zona do euro será de apenas 1,1% neste ano, ante 1,8% para as economias avançadas e 2,3% para os Estados Unidos. A Europa também parece cada vez menos preparada para o século XXI: não possui gigantes de inteligência artificial para competir com EUA e China, nem centros de dados suficientes. Sua rede elétrica já está sobrecarregada e o continente importa quase 60% de sua energia.

Bolsas europeias não refletem estagnação econômica

Apesar do cenário desafiador, a The Economist argumenta que as ações europeias são uma pechincha. Mais da metade da receita das empresas europeias vem de fora das economias desenvolvidas da Europa. Quando ponderada pelo valor de mercado, essa proporção sobe para 60% — nenhuma outra região tem mercados tão expostos a países além de suas fronteiras.

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Os investidores em índices de ações europeus, portanto, estão apostando mais no resto do mundo do que na própria Europa.

Guerra no Irã beneficiou lucros de empresas europeias

A análise cita o fechamento do Estreito de Ormuz durante a guerra no Irã como exemplo da desconexão entre economia e bolsa. O Morgan Stanley constata que 20% dos lucros ligados ao índice MSCI Europa vêm de empresas que se beneficiaram da alta das commodities, como produtoras de energia e químicos. Apenas 10% dos lucros europeus teriam sido prejudicados pela interrupção da cadeia de suprimentos.

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Os investidores, no entanto, veem a guerra como um sinal para evitar ações europeias em geral, segundo a revista.

Inflação e bancos impulsionam ações europeias

Empresas de ativos reais, de commodities a semicondutores, representam cerca de 40% do valor de mercado das ações europeias. A inflação em alta tende a impulsionar o desempenho desses ativos. Ações bancárias compõem outros 20% do mercado e também se beneficiam de juros elevados.

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Os analistas estimam que o lucro por ação das empresas europeias crescerá 17% em 2026, dois terços do crescimento previsto para os EUA, mas bem acima do consenso de 9% de dois anos atrás.

A conclusão da The Economist é que o mercado de ações europeu "não tem nada a ver com sua economia", e que os investidores que ignoram a região podem estar perdendo uma oportunidade.

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