‘Açoitaram um boneco com meu rosto’, diz Júlia Zanatta
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) criticou, em entrevista à Oeste nesta segunda-feira, 12, a encenação de um boneco com seu rosto sendo açoitado durante um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Goiás. A parlamentar classificou o episódio como uma demonstração de hipocrisia por parte de grupos que se apresentam como defensores das mulheres. Zanatta relacionou a
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) criticou, em entrevista à Oeste nesta segunda-feira, 12, a encenação de um boneco com seu rosto sendo açoitado durante um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Goiás.
A parlamentar classificou o episódio como uma demonstração de hipocrisia por parte de grupos que se apresentam como defensores das mulheres.
Zanatta relacionou a encenação à votação que recebeu em Santa Catarina. Segundo ela, foi a deputada federal mais votada do Brasil, com mais de 560 mil votos, e usou a expressão regional “vitória de relho” para descrever o resultado eleitoral.
“Agora eles aproveitam isso aí para fazer um boneco meu e me açoitar em praça pública", declarou. "Eles que se dizem os defensores das mulheres”.
A parlamentar questionou como os mesmos grupos reagiriam se apoiadores da direita fizessem uma representação semelhante com a imagem de Janja ou de outra mulher ligada à esquerda. Para Zanatta, o episódio revela uma contradição entre o discurso e a conduta dos envolvidos.
“Eles são extremamente hipócritas", afirmou. "É esse tipo de pessoa que diz defender as mulheres”.
Ao comentar possíveis medidas jurídicas, Zanatta afirmou que encaminhou o caso a seus advogados para que avaliem as providências cabíveis. A deputada também mencionou a discussão sobre a legislação relacionada à misoginia e disse que pretende reagir a acusações que considera injustas.
Zanatta critica acusações contra Flávio
A deputada ampliou as críticas ao PT e mencionou a circulação de informações que considera falsas. Como exemplo, citou publicações que insinuaram a participação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no incêndio de uma igreja no sul de Santa Catarina.
Zanatta condenou as insinuações e acusou adversários políticos de recorrer à desinformação durante a campanha. A entrevista, contudo, não apresenta elementos independentes que permitam confirmar as circunstâncias do incêndio ou a autoria das declarações mencionadas.
Segurança pública também entra no debate
Na avaliação da deputada, a população precisa recuperar a sensação de segurança, especialmente as mulheres, que, segundo ela, enfrentam o medo de circular pelas ruas. Zanatta criticou políticas de segurança que atribui à esquerda e defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro como alternativa para mudar a condução do país.
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A parlamentar também relacionou a cobrança de impostos e os gastos do governo federal às dificuldades enfrentadas pela população. Em sua avaliação, essas questões representam problemas mais concretos para os brasileiros do que a encenação com o boneco.
Atos em Santa Catarina
Ao tratar da reta final da campanha, Zanatta pediu que os apoiadores da direita não considerem a disputa decidida. Ela citou uma mobilização prevista para a Avenida Paulista, no dia 17, e anunciou uma motociata em Santa Catarina, além de carreatas em diferentes cidades do Estado.
“Precisamos ficar atentos, a esquerda está mobilizada”, declarou.
A deputada também criticou o uso de bandeiras vermelhas por apoiadores de Lula e questionou os alinhamentos internacionais do presidente. Na avaliação dela, a candidatura de Flávio Bolsonaro representa uma oportunidade de mudança na condução do país.
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