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Advogados de perito pedem à Interpol bloqueio de alertas de prisão

Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira solicitaram à Comissão de Controle dos Arquivos da Interpol o bloqueio provisório de dados e alertas que possam ser utilizados para localizar, prender ou apoiar a extradição do perito Eduardo Tagliaferro.

Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira pediram à Comissão de Controle dos Arquivos da Interpol o bloqueio provisório de dados e alertas que possam ser utilizados para localizar, prender ou apoiar a extradição do perito Eduardo Tagliaferro.

Obtidos pela coluna em primeira mão, os requerimentos também solicitam acesso aos registros, preservação de documentos e correção ou exclusão de informações caso sejam confirmadas irregularidades.

A iniciativa se baseia em divergências entre documentos apresentados às autoridades italianas para fundamentar a prisão e a extradição de Tagliaferro e os registros oficiais da Petição 12.936, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, o perito vive na Itália e é réu no tribunal por suposta violação de sigilo funcional.

O bloqueio solicitado pretende suspender a visibilidade, a circulação e o uso das informações enquanto a documentação é verificada.

Os advogados também pediram acesso aos dados pessoais, às comunicações, aos alertas e aos pedidos de localização ou prisão provisória relacionados a Tagliaferro.

De acordo com os requerimentos, a medida tem caráter documental e cautelar e busca assegurar a regularidade das informações utilizadas na cooperação policial internacional.

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Divergências documentais no caso Eduardo Tagliaferro

Conforme os advogados, o pedido de extradição foi instruído com:

Faria e Oliveira sustentam, porém, no documento, que esses três documentos não aparecem nos registros oficiais da Petição 12.936 nas datas indicadas. Como fundamento, ambos citam uma certidão do próprio STF, de 22 de agosto de 2026.

Segundo os advogados, o texto mostra que, depois de uma movimentação de 21 de maio de 2025, o registro processual seguinte é de 1º de agosto daquele ano.

Eles também questionam a referência a um mandado de prisão que, conforme alegam, não consta do banco nacional do Conselho Nacional de Justiça.

Com base nessas questões, os advogados solicitaram que a Interpol preserve os arquivos recebidos e verifique a origem e o conteúdo das informações com seu Escritório Central Nacional em Brasília.

Caso sejam confirmadas inconsistências, pedem a correção ou a exclusão definitiva dos dados.

As solicitações incluem ainda a comunicação de eventual bloqueio, correção ou exclusão aos países e às autoridades que tenham recebido informações sobre Tagliaferro, especialmente ao escritório da Interpol em Roma.

Contatos anteriores

No fim de agosto, Faria e Oliveira já haviam solicitado ao Ministério da Justiça a revisão dos documentos utilizados pelo governo brasileiro no pedido de extradição.

Também encaminharam uma comunicação à Embaixada da Itália no Brasil. Segundo os advogados, não houve o devido retorno.

Nos requerimentos, eles ressaltam que não pretendem levar a Interpol a discutir o mérito das acusações ou a alterar decisões da Justiça brasileira.

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O objetivo declarado é esclarecer quais documentos deram suporte às medidas internacionais e se as informações transmitidas correspondem aos registros oficiais.

Tagliaferro chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a gestão de Moraes.

A ação penal contra o perito trata de supostos crimes relacionados à divulgação de mensagens que deram origem ao episódio conhecido como Vaza Toga.

Leia também: "Tudo por dinheiro", reportagem publicada na Edição 338 da Revista Oeste

O post Advogados acionam Interpol no caso Tagliaferro apareceu primeiro em Revista Oeste.

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