EDIÇÃO DO DIA · 08 de agosto de 2026 --:--:-- COLUMBUS 25ºC
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Agropecuária entra na pauta das eleições

Os brasileiros estão a poucos meses de escolher deputados estaduais e federais, governadores e presidente da República. O setor agropecuário figura entre os pilares da sociedade que devem nortear a atuação dos novos representantes, junto com educação, segurança, economia e qualidade de vida.

A população brasileira está a poucos meses de escolher seus novos representantes, nas esferas estadual e federal, para os próximos quatro anos. Vamos definir nossos deputados estaduais e federais, governadores e presidente da República para que possam legislar e administrar Estados e o país em prol de cada cidadão, da melhoria da qualidade de vida, educação, segurança, economia e tantos outros pilares da nossa sociedade, como o setor agropecuário.

Com as prévias dos partidos bem encaminhadas, já é possível desenhar um cenário dos candidatos. Esses, nos próximos meses e independentemente do cargo pleiteado, vão expor suas ideias, projetos e promessas para conquistar o eleitor, que precisa estar aberto para escutar as propostas.

Neste momento, nós, produtores rurais e demais profissionais do meio rural, precisamos identificar os candidatos que empunham a bandeira do campo. Primeiro, porque esses conhecem as necessidades, dores e demandas dos nossos agricultores e pecuaristas e também as adversidades enfrentadas pelo setor. Mas o principal motivo envolve o fato de que precisamos criar, urgentemente, um ecossistema favorável, com representantes ativos, com voz forte e que trabalhem incansavelmente para e pela agropecuária. Afinal, somos o motor da economia nacional há décadas.

Hoje estamos desamparados em algumas esferas de poder. A agropecuária enfrenta endividamento estratosférico, rigidez nas regras ambientais, invasões de propriedades privadas, insegurança jurídica, queda nos preços das commodities e aumento significativo no custo de produção, entre outros tantos fatores que têm tirado o sono do produtor rural. Por outro lado, poucas são as vozes que realmente defendem políticas públicas voltadas para quem produz alimento em uma indústria a céu aberto, de sol a sol (ou debaixo de chuva), de segunda a segunda, os 365 dias do ano, de forma ininterrupta.

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A importância da união no agro

O estatuto do Sistema FAEP proíbe ações político-partidárias. Nunca fizemos e não faremos campanha para qualquer candidato e/ou partido. Isso porque somos uma entidade apartidária, que sempre trabalhou e vai continuar trabalhando com quem está ocupando as cadeiras dos Poderes Legislativo e Executivo, para defender os interesses do produtor rural.

Isso não impede de participarmos do processo eleitoral. Inclusive, a primeira ação já está em andamento. O Sistema FAEP construiu, de forma coletiva com seus 163 sindicatos rurais do Paraná, dois documentos com propostas que estão sendo entregues aos candidatos aos governos estadual e federal. O propósito é contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao nosso setor. O material reúne sugestões em áreas como segurança rural, infraestrutura, logística, política agrícola, medidas econômicas, boas práticas agropecuárias, agricultura, pecuária e meio ambiente.

A outra ação parte de cada agricultor e/ou pecuarista entre os milhões espalhados pelo Paraná e demais Estados deste país. Precisamos identificar quem vai trabalhar, ao longo dos próximos quatro anos, em prol do nosso setor, com afinco, para resolver os problemas do campo.

Com a proximidade do dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, esse trabalho de distinguir os candidatos alinhados com os propósitos do setor agropecuário é fundamental. Afinal, nosso partido é o agro e o nosso candidato é quem trabalha por nós!

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Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

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