Ala do STF aceita conversar com a direita, mas não descarta confronto
A vitória da direita no Senado alterou o cálculo político de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF). Três dias depois do primeiro turno, ministros demonstram maior disposição para dialogar com a oposição, mas também consideram endurecer a resposta caso os bolsonaristas avancem contra integrantes da Corte, apurou Oeste. Segundo relatos sob reserva, inquéritos que atingem integrantes do grupo
A vitória da direita no Senado alterou o cálculo político de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF). Três dias depois do primeiro turno, ministros demonstram maior disposição para dialogar com a oposição, mas também consideram endurecer a resposta caso os bolsonaristas avancem contra integrantes da Corte, apurou Oeste.
Segundo relatos sob reserva, inquéritos que atingem integrantes do grupo político estão no radar de uma eventual reação.
O que mudou foi o peso dos conservadores na Casa responsável por julgar pedidos de impeachment contra ministros do tribunal. O avanço nas urnas deu aos bolsonaristas força para pressionar a Corte e tornou a aproximação uma alternativa para administrar essa pressão, sobretudo em meio ao escândalo do Banco Master.
“Estão apavorados”, disse à coluna uma fonte do STF, em referência à reação de magistrados às 28 cadeiras que o Partido Liberal terá no Senado em 2027.
Nessa avaliação, a bancada, somada a senadores de outros partidos insatisfeitos com a Corte, poderia reunir votos para derrubar um ministro. A conta ainda depende de articulação política, mas essa possibilidade já pesa nas discussões internas.
Nesse ambiente, o decano do STF, Gilmar Mendes, arquivou, na terça-feira 6, o pedido de investigação contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro, acolhendo parecer da PGR pela falta de elementos suficientes.
No mesmo dia, veio a público a decisão de Alexandre de Moraes que concedeu progressão ao regime semiaberto à cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida por ter escrito com batom a frase "perdeu, mané", na estátua A Justiça durante o 8 de janeiro.
Leia também: "Golpe em gestação", reportagem publicada na Edição 343 da Revista Oeste
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