Andy Burnham assume como primeiro-ministro do Reino Unido na segunda-feira
O Partido Trabalhista confirmou Andy Burnham como seu novo líder nesta sexta-feira. Na segunda-feira, ele substituirá Keir Starmer no cargo de primeiro-ministro, tornando-se o sétimo chefe de governo britânico em dez anos.
Andy Burnham foi confirmado nesta sexta-feira, 17, como o novo líder do Partido Trabalhista. Na segunda-feira 20, ele substituirá Keir Starmer e assumirá o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Será o sétimo chefe de governo britânico em uma década.
Burnham já era o nome escolhido para a sucessão desde o mês passado, quando venceu uma eleição parcial para a cadeira de Makerfield. O deputado Josh Simons renunciou ao mandato para abrir espaço ao aliado.
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A vitória em Makerfield, reduto trabalhista no norte da Inglaterra, reforçou a posição de Burnham diante do avanço do partido Reform UK. Depois do resultado, Starmer anunciou que deixaria o cargo. A eleição para a liderança do partido ocorreu por aclamação, com apoio da maioria dos 403 deputados trabalhistas.
Burnham assumirá o governo na residência oficial de Downing Street e participará de uma audiência com o rei Charles III. Ele integrou os governos de Tony Blair e Gordon Brown entre 2001 e 2017 e foi ministro da Saúde. Também disputou, sem sucesso, a liderança do Partido Trabalhista em 2010 e 2015. Em 2017, deixou o Parlamento para se eleger prefeito de Manchester, onde ganhou o apelido de "Rei do Norte" por defender a descentralização do poder.
Desafios do novo governo do Reino Unido
O novo primeiro-ministro assumirá o cargo em meio a restrições orçamentárias. Em junho, Burnham prometeu ampliar a construção de habitações sociais, incentivar a reindustrialização e aumentar o controle estatal sobre serviços públicos essenciais. Também terá de conduzir reformas na imigração e enfrentar a discussão sobre o aumento dos custos da previdência social.
"As pessoas têm a sensação subjacente de que o Estado não está funcionando muito bem no momento", disse Simon Kaye, diretor de políticas do think tank Re:State. Kaye citou problemas na economia, no Serviço Nacional de Saúde (NHS) e na assistência social.
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O novo governo também terá de lidar com os efeitos do Brexit, da pandemia e da crise energética provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia. Disputas sobre os gastos com defesa impediram o Reino Unido de atingir as metas da Otan.
Na política externa, Burnham administrará as relações com a Europa e com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem já foi crítico. No setor de tecnologia, a proposta trabalhista de proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais enfrenta oposição da Embaixada dos Estados Unidos em Londres.
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