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Anvisa aprova produção de vacina contra chikungunya do Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 4, a fabricação no Brasil da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante, chamado Butantan-Chik, já havia recebido autorização da agência em 2025 e foi o primeiro do tipo liberado no mundo. Segundo o instituto, a produção nacional permitirá

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 4, a fabricação no Brasil da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante, chamado Butantan-Chik, já havia recebido autorização da agência em 2025 e foi o primeiro do tipo liberado no mundo.

Segundo o instituto, a produção nacional permitirá ampliar o acesso e facilitar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do Butantan, Esper Kallás, classificou a medida como um marco para a instituição e para a saúde pública.

Produção nacional e dados de eficácia

De acordo com estudo publicado na revista científica The Lancet, em 2023, 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o vírus. A vacina exige apenas uma dose e manteve níveis de proteção por pelo menos seis meses, segundo mostram os dados.

Vacina também foi testada nos Estados Unidos | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Os pesquisadores classificaram os eventos adversos registrados como leves ou moderados. Com relatos de dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre. Nos Estados Unidos, mais de 4 mil pessoas entre 18 e 65 anos receberam o imunizante durante os testes.

No início deste ano, o SUS iniciou a distribuição da vacina em cidades com maior incidência da doença, dentro de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde. Cerca de 23 mil brasileiros já receberam a dose.

A aplicação ocorre em pessoas entre 18 e 65 anos, mas os especialistas contraindicam o uso para gestantes, imunossuprimidos e imunodeficientes, pois a vacina contém vírus atenuado.

A picada do mosquito fêmea Aedes aegypti infectado transmite o vírus da chikungunya. A infecção pode causar febre e dores intensas nas articulações, além de sintomas como manchas na pele, náuseas, vômitos e dor de cabeça. Em alguns casos, as manifestações podem persistir por até 90 dias.

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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha

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