Anvisa recolhe lotes de água mineral por contaminação bacteriana
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento dos lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water 350 ml, após testes detectarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento dos lotes com o final 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water 350 ml. Segundo o fabricante, testes revelaram a presença da bactéria Pseudomonas Aeruginosa no produto.
A empresa deu início a um processo de recolhimento voluntário dos lotes e orientou os consumidores a interromperem imediatamente o consumo dos produtos afetados.
De acordo com a Anvisa, a medida busca retirar os lotes do mercado e evitar riscos à saúde. A decisão consta na Resolução nº 2.783, publicada no Diário Oficial da União. A determinação abrange os lotes fabricados em 3 e 4 de abril de 2026, com validade até 3 e 4 de abril de 2027, respectivamente.
A agência também suspendeu a comercialização de todos os energéticos da marca Mister Hemp até a conclusão das investigações.
Em comunicado, a Mamba Water afirmou que colabora com as autoridades sanitárias e orientou os consumidores a consultar os lotes afetados em seus canais oficiais para solicitar a substituição ou o reembolso dos produtos.
O que é a Mamba Water
A Mamba Water é uma marca brasileira de água mineral envasada em latas de alumínio. Os empresários Marcelo Vettorazzo e Fernando Lapenda lançaram a empresa em 2022, com a proposta de oferecer uma alternativa às embalagens plásticas e incentivar o uso de recipientes recicláveis.
Ainda em 2022, o surfista Pedro Scooby tornou-se sócio da companhia e passou a participar da estratégia de expansão da marca.
Na época, a empresa informou que distribuía seus produtos em redes de supermercados, bares, restaurantes e hotéis, além de eventos esportivos e musicais.
Bactéria motivou recolhimento de produtos da Ypê
A bactéria encontrada nos lotes da Mamba Water é a Pseudomonas aeruginosa, o mesmo microrganismo identificado anteriormente em produtos da Ypê que também tiveram o recolhimento determinado pela Anvisa.
Segundo a agência, a bactéria pode sobreviver em ambientes úmidos e contaminar produtos durante o processo de fabricação quando há falhas nos controles sanitários.
Em pessoas saudáveis, o consumo de produtos contaminados costuma representar baixo risco. No entanto, a bactéria pode provocar infecções em pessoas com imunidade comprometida, pacientes hospitalizados, idosos e recém-nascidos.
Consumidores devem interromper o consumo
A Anvisa orienta que consumidores entrem em contato com a fabricante para obter informações sobre a troca ou o reembolso.
A agência informou que continuará acompanhando o recolhimento e adotará novas medidas caso sejam identificados outros lotes com risco de contaminação.
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