ApexBrasil destina R$ 130 milhões para diversificar exportações após tarifa dos EUA
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou a reserva de R$ 130 milhões para ampliar a presença de empresas brasileiras em novos mercados, em resposta à sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. O plano deve começar a ser implementado no início de agosto.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) informou nesta sexta-feira, 17, que reservou R$ 130 milhões para ampliar a presença de empresas brasileiras em novos mercados depois da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. O plano deve começar a ser implementado no início de agosto.
Além da diversificação dos destinos de exportação, a agência pretende intensificar as negociações por meio de seu escritório nos Estados Unidos para ampliar a lista de produtos isentos da tarifa e buscar aumentar as vendas de empresas brasileiras ao mercado norte-americano.
A sobretaxa entra em vigor em 22 de julho e, segundo o governo federal, deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Produtos embarcados antes dessa data poderão ficar isentos, desde que cheguem ao país até 29 de julho.
A tarifa foi adotada por decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, instrumento utilizado para investigar e retaliar práticas comerciais consideradas desleais.
O novo tarifaço
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou na quarta-feira 15 a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho, mas divulgou uma extensa lista de exceções.
Entre os itens isentos está a carne bovina, um dos principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA. A exclusão chama atenção porque o setor é alvo de investigações abertas pelo governo do presidente Donald Trump.
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Uma delas apura se frigoríficos brasileiros que operam em território norte-americano estariam concentrando mercado e contribuindo para a alta dos preços da carne no país.
Além da carne bovina, ficaram de fora da sobretaxa produtos agropecuários, minerais, combustíveis, medicamentos, fertilizantes, equipamentos eletrônicos e aeronáuticos, entre outros. Já itens como etanol, máquinas agrícolas, vestuário, calçados, papel, açúcar orgânico e manufaturados continuarão sujeitos à tarifa adicional.
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