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ApexBrasil destina R$ 130 milhões para mitigar efeitos de tarifas dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará em agosto um plano de R$ 130 milhões com o objetivo de diversificar os destinos das exportações brasileiras impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O presidente da agência, Laudemir Müller, afirmou que a medida norte-americana é 'absurda do ponto de vista comercial' e que deve afetar US$ 7,2 bilhõe

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) vai lançar, em agosto, um plano de R$ 130 milhões para diversificar os destinos das exportações brasileiras afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A informação foi dada pelo presidente da agência, Laudemir Müller, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira, 17, segundo a Folha de S.Paulo.

Cálculos da ApexBrasil estimam que a medida atinja US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras, considerando dados de 2025. Müller afirmou que a decisão dos EUA é “absurda do ponto de vista comercial” e “não tem nenhuma lógica”. “Não há uma empresa norte-americana que esteve conosco que defenda a medida”, declarou.

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Segundo o presidente da ApexBrasil, São Paulo concentra US$ 3 bilhões dos US$ 7,2 bilhões afetados. Em Santa Catarina, 68% das exportações destinadas aos EUA foram atingidas. Assim, ambos os Estados concentram 52% do impacto provocado pelo tarifaço.

Entre os produtos paulistas afetados, a ApexBrasil citou etanol, veículos, plásticos, máquinas, instrumentos mecânicos, borracha, óleos e equipamentos médicos. Já em Santa Catarina, a lista inclui madeira, carvão vegetal, móveis, máquinas e instrumentos mecânicos.

A ApexBrasil tem como objetivo ampliar a presença do Brasil na economia global | Foto: ApexBrasil/Divulgação

Agência mira na Europa e na Ásia para driblar tarifaço

O plano deve priorizar a ampliação das exportações para a Europa, para países da Asean — associação que reúne nações do Sudeste Asiático — e para mercados da Ásia Central, como Uzbequistão e Cazaquistão.

Müller também afirmou que a agência pretende aumentar as vendas aos EUA dos produtos que ficaram fora da tarifa. “Vamos ampliar o nosso trabalho para aumentar a participação brasileira dos setores que foram isentos, para a gente aumentar a nossa exportação para os EUA, especialmente desses 85 produtos que entraram na lista de exceção”, disse.

O presidente da ApexBrasil informou ainda que a agência mantém contato com mais de 50 empresas e entidades e vai apoiar todos os setores afetados pela tarifa de 25%. Entre as organizações mencionadas estão associações dos segmentos de mel, calçados, rochas naturais, frutas e móveis.

Sobre uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade, Müller afirmou que a decisão cabe ao Palácio do Planalto. Além disso, alertou para o risco de empresas brasileiras perderem espaço nos EUA. “É justamente o que não queremos que aconteça, porque esse é o grande dano: quando não apenas se deixa de exportar, mas quebra o relacionamento”, encerrou.

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