Após desistência de Barbosa, Democracia Cristã descarta Aldo Rebelo
Apesar da desistência do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência, o Democracia Cristã (DC) não cogita lançar o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo à disputa pelo Palácio do Planalto.
Apesar da desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República nas eleições deste ano, o Democracia Cristã (DC) não cogita lançar o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo à disputa pelo Palácio do Planalto.
O presidente nacional do DC, João Caldas, com quem Aldo trava uma batalha judicial pela possibilidade de candidatura, disse que não há chance concreta de o ex-deputado ser o candidato da legenda à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como mostrou Oeste, a tendência neste momento é a de que o DC abandone o projeto de candidatura própria em outubro. O partido não conseguiu fazer alianças com outras siglas e não possui estrutura suficiente para uma campanha ao Planalto.
"O Aldo é opção zero. Ele foi expulso, voltou por uma decisão do primeiro grau. O Aldo não está na nossa pauta", afirmou Caldas ao jornal Folha de S.Paulo.
"O Barbosa, desde o início, diz que será candidato se houver estrutura e aliança política, e estamos atrás”, prosseguiu o presidente do DC. “O calendário de convenções só começa no dia 20 e vai até o dia 5. Tem muita água para rolar.”
O dirigente partidário reconheceu, no entanto, que “é muito difícil fazer campanha no Brasil”. “Você precisa viajar com uma equipe por um país continental", afirmou.
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Aldo mantém agenda de campanha
Apesar da negativa do comando do Democracia Cristã, Aldo Rebelo vem mantendo uma série de compromissos de pré-campanha. Na última quarta-feira, 15, em um evento em Porto Alegre, ele reafirmou a intenção de entrar na corrida presidencial e disse que a decisão está nas mãos da Justiça.
“A situação está judicializada. Fui convidado para ser pré-candidato e, depois, o presidente do partido convidou o ministro Joaquim Barbosa achando que o meu desempenho era um desempenho frágil nas pesquisas”, relatou Aldo. “E de fato era, mas como todos os outros. Tem uma pesquisa hoje que dá o Joaquim Barbosa com 1%. Os outros com 2%, 3%. Ou seja, a eleição está polarizada”, afirmou Aldo.
Rebelo declarou ainda que espera que a decisão sobre a candidatura saia na convenção partidária do DC, que ainda não tem data definida. O período de convenções das legendas começa nesta segunda-feira, 20, e vai até o dia 5 de agosto.
"Na Justiça, ganhei o direito de ir para a convenção e continuo fazendo a minha pré-campanha. Fui ao Amapá, ao interior de São Paulo, ao Pará, à Rondônia, ao Acre, ao Amapá, à Roraima e ao Rio Grande do Sul”, completou o ex-presidente da Câmara dos Deputados.
Partido rachado
O DC havia anunciado o nome do Aldo Rebelo como pré-candidato ao Planalto, mas mudou os planos no meio do caminho. Em maio, Caldas rifou Aldo e disse que o DC apostaria em Barbosa para a sucessão de Lula.
Expulso do partido, em decisão posteriormente revertida, Rebelo nunca aceitou a troca e acionou a legenda judicialmente para assegurar sua pré-candidatura pelo menos até o período de convenções partidárias.
Nos últimos meses, o DC procurou o PSDB para tentar costurar uma possível coligação nas eleições, mas não teve êxito. Os tucanos, que tentaram viabilizar Ciro Gomes (CE) e, depois, Aécio Neves (MG) para a disputa presidencial, desistiram da candidatura própria ao Planalto nas eleições de 2026.
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