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Argentina autoriza participação da Marinha do Brasil em exercícios no Atlântico Sul

O governo argentino autorizou a participação de navios e militares da Marinha do Brasil em exercícios no Atlântico Sul, em meio a tensões diplomáticas entre Buenos Aires e Brasília. Decreto do presidente Javier Milei, divulgado nesta quinta-feira (6), permite a presença das forças brasileiras no país de 10 a 24 de agosto.

A autorização do governo argentino para que navios e militares da Marinha do Brasil participem de exercícios no Atlântico Sul ocorre em um momento de tensão diplomática entre Buenos Aires e Brasília. O decreto do presidente Javier Milei, divulgado nesta quinta-feira, 6, libera a presença das forças brasileiras no país de 10 a 24 de agosto.

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As manobras, chamadas de Fraterno XXXIX, vão utilizar as bases navais de Puerto Belgrano e Mar del Plata e águas sob jurisdição argentina. Estão previstos exercícios conjuntos com navios de superfície, aeronaves e submarinos, incluindo o submarino Humaitá, que realiza sua primeira missão internacional na área.

Lançado em 1978, o exercício tem o objetivo de aprimorar a integração operacional das marinhas dos dois países em missões anfíbias e navais. As autoridades argentinas ressaltam que a iniciativa reforça a atuação no Atlântico Sul, considerado estratégico, e busca aprimorar o comando conjunto e destacar o compromisso com a estabilidade regional.

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Apesar da colaboração militar, as relações políticas entre os governos de Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva sofrem abalos. Recentemente, o Brasil retirou seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, depois de críticas de Milei e demonstrações públicas de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Crise diplomática entre Brasil e Argentina

Bandeira da Argentina | Foto: Bernardo Brandolin/Pexels

O Itamaraty confirmou que Bitelli não reassumirá o cargo, enquanto a administração Milei considerou a decisão lamentável. Ela optou por não adotar medidas de retaliação, a fim de evitar maiores desgastes entre as duas nações sul-americanas.

Nesta quinta-feira, 6, a senadora Patricia Bullrich cobrou publicamente que o Brasil reconsidere a volta do embaixador. Defendeu, ainda, a separação entre divergências políticas e a cooperação estratégica. “Peço que se separe a política das relações institucionais estratégicas que Argentina e Brasil sempre mantiveram”, afirmou a senadora no Parlamento argentino.

Leia também: "A sombra de Lula", reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 334 da Revista Oeste

Bullrich lembrou que Lula recebeu Sergio Massa, adversário de Milei nas últimas eleições, no Palácio do Planalto, e defendeu que o presidente argentino tem o direito de apoiar aliados políticos no Brasil. Para ela, a crise bilateral se limita a diferenças ideológicas num contexto eleitoral.

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