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Asfalto cede em avenida de Belém construída por empresa ligada a deputado

O trecho da Avenida Liberdade, em Belém, que cedeu neste fim de semana, foi construído por um consórcio que inclui a JAC Engenharia, empresa que tem como sócia a esposa do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).

O trecho da Avenida Liberdade, em Belém, cujo asfalto cedeu neste fim de semana, foi construído por um consórcio que reúne cinco empreiteiras, entre elas a JAC Engenharia, empresa que tem como sócia a mulher do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).

O parlamentar e sua mulher foram alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

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O contrato para a construção da avenida foi assinado em junho de 2024. Projetada para atender à realização da COP 30, sediada na capital paraense em 2025, a obra foi concluída apenas em abril deste ano, com custo de R$ 410 milhões aos cofres públicos, conforme apuração do jornal Folha de S.Paulo.

Trecho que cedeu e foi interditado na Avenida Liberdade, em Belém | Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a investigação da PF, o deputado e a mulher teriam utilizado empresas para desviar recursos públicos por meio de fraudes em licitações do governo do Pará. Os investigadores sustentam que parte dos valores obtidos era sacada em espécie para financiar campanhas eleitorais.

Em dezembro do ano passado, durante o cumprimento de mandados da operação, dois celulares foram arremessados da janela do apartamento do parlamentar, conforme registraram os investigadores.

A construção da Avenida Liberdade também enfrentou críticas de ambientalistas e de comunidades ribeirinhas. As entidades denunciaram impactos socioambientais provocados pela obra, enquanto moradores da região relataram destruição de áreas utilizadas para subsistência.

Passados seis meses, o legado para a cidade de Belém é quase nulo. Pobreza, miséria e esgotos seguem a céu aberto | Foto: Shutterstock

Prefeitura de Belém diz que empresas vão custear reparos

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou que o problema foi identificado durante inspeções de rotina. "Durante o monitoramento e inspeções preventivas na Avenida Liberdade, foi identificada a necessidade de correções em um trecho de aproximadamente 150 metros", afirmou a pasta.

A secretaria acrescentou que os reparos serão executados sem custos para o Estado. Segundo a Seinfra, as despesas das intervenções serão integralmente assumidas pelas empresas que integram o consórcio responsável pela obra.

O governo do Pará ressaltou que o consórcio é formado por cinco construtoras de diferentes Estados.

Leia também: "O caso das COPs", artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 328 da Revista Oeste

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