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Ataque hacker em MT: Saúde ignorou alertas de backup por 2 anos

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) afirmou em nota nesta terça-feira, 2, que o recente incidente cibernético em sua infraestrutura tecnológica não comprometeu a base de dados da instituição. Segundo a pasta, o episódio não causou prejuízos à continuidade dos serviços prestados à população. + Leia mais notícias de Política em Oeste Contudo, os dados oficiais divergem das

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) afirmou em nota nesta terça-feira, 2, que o recente incidente cibernético em sua infraestrutura tecnológica não comprometeu a base de dados da instituição. Segundo a pasta, o episódio não causou prejuízos à continuidade dos serviços prestados à população.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Contudo, os dados oficiais divergem das apurações do portal PNB Online. O veículo teve acesso aos arquivos sequestrados. A investigação revelou que a invasão destruiu cerca de 200 terabytes de dados. Ao todo, o ataque corrompeu mais de 300 mil documentos da administração pública.

A apuração jornalística revelou uma sucessão de falhas administrativas que facilitaram a entrada dos criminosos na rede da SES-MT:

Fachada da Secretaria de Saúde de Mato Grosso | Foto: Divulgação/Secom-MT

A superintendência de TI da SES-MT emitiu um comunicado interno no dia 13 de fevereiro. O aviso alertava os servidores de que as pastas compartilhadas ficariam visíveis "apenas para consulta". Essa restrição de edição é uma marca típica de redes congeladas por ransomware.

Chantagem milionária e deboche na Deep Web

A gangue digital LockBit executou a ação criminosa. O grupo usou um software de resgate para bloquear os sistemas da secretaria. Os criminosos exigiram 500 mil dólares em bitcoins para liberar o acesso aos dados.

Leia mais: “Ataque hacker apaga milhares de arquivos da Secretaria de Saúde de Mato Grosso

Mesmo sem o pagamento do resgate por parte do governo, os invasores publicaram a estrutura e os títulos dos arquivos na deep web. O grupo ironizou a vulnerabilidade do Estado em uma mensagem direta:

“Trate esta situação como um treinamento pago para seus administradores de sistema, pois foi a configuração incorreta da sua rede corporativa que nos permitiu atacá-lo”, afirmou a gangue LockBit.

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Os arquivos expostos trazem relatórios, auditorias e planilhas que abastecem a CPI da Saúde. A lista inclui registros de empresas investigadas na Operação Espelho. Entre elas estão LGI Médicos, Bone Medicina Especializada e Intensive Care. Há também dados do Hospital Regional de Cáceres, alvo da Operação Panaceia contra fraudes na pandemia.

O posicionamento oficial da Saúde de MT

A reportagem cobrou comprovações documentais que atestassem a recuperação total das informações perdidas, mas a secretaria não apresentou os comprovantes. Em nota oficial enviada ao veículo, a pasta justificou suas ações em tópicos:

Leia mais: “Governo Lula ameaça reação comercial contra os EUA

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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo

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