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Avalanches e inundações na fronteira entre Nepal e China deixam mais de 1,3 mil desaparecidos

As buscas por mais de 1,3 mil desaparecidos continuam após avalanches e inundações atingirem áreas montanhosas na fronteira entre Nepal e China. De acordo com autoridades dos dois países, mais de 700 deles são estrangeiros.

Depois que avalanches e inundações atingiram áreas montanhosas entre Nepal e China, os trabalhos de busca se concentram em localizar pelo 1,3 mil desaparecidos. Conforme dados das autoridades dos dois países, mais de 700 deles são estrangeiros.

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A catástrofe destruiu pontes, estradas e outros pontos estratégicos, dificultou o deslocamento das equipes de resgate e a chegada de ajuda humanitária. O cenário também impede a avaliação completa da situação. Famílias seguem sem notícias de parentes há mais de 24 horas.

O Nepal contabiliza 826 desaparecidos, incluindo 517, enquanto na China são pelo menos 558 pessoas não localizadas, entre elas 260 estrangeiros. Assim, o total de desaparecidos chega a 1.384.


Equipes de emergência chinesas atuam na principal área de desastre, situada na fronteira entre China e Nepal, onde enfrentam estradas bloqueadas por lama e destroços. No Nepal, operações com helicópteros sofrem restrições em razão do volume elevado de água nas regiões afetadas.

Causas do desastre entre Nepal e China

O deslizamento interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia | Foto: Reprodução/ X

União Europeia e Índia anunciaram envio de apoio humanitário à região. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS), o colapso de uma geleira provocou as inundações repentinas em Rasuwa, Nepal, depois de um grande bloco de gelo descer ao vale, arrastando sedimentos encharcados pelas chuvas de monções. O USGS esclareceu que "não houve terremoto".

A China emitiu alerta para novos riscos, prevendo mais chuvas no condado de Gyirong nos próximos dias. O local já apresenta histórico de deslizamentos, lamaçais e inundações, segundo a estatal CCTV.

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O USGS ainda corrigiu informações anteriores e negou a ocorrência de terremoto no Nepal nesta quarta-feira, 26. O órgão explicou que, embora inicialmente registrado um tremor de magnitude 4,4, análises sísmicas e imagens de satélite mostraram que não houve sismo.

Segundo o órgão, o abalo sentido foi resultado do próprio deslizamento de gelo e rochas, cuja intensidade se equiparou a um terremoto de magnitude 5,2. O evento ocorreu quando uma grande quantidade de material desceu encosta abaixo e atingiu o rio Lhende Khola, afluente do Bhote Koshi, que atravessa a fronteira da China com o Nepal.

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