Bioestimulantes à base de algas ganham espaço no agronegócio brasileiro
O mercado de bioestimulantes avança no agronegócio brasileiro e ganha novas tecnologias voltadas ao desenvolvimento das plantas, à redução de estresses e à produtividade. Uma nova linha à base de algas marinhas passou a ser comercializada no país com registro na categoria de biofertilizantes. Segundo Carlos Carlotto, gerente de marketing estratégico da empresa responsável pela tecnologia para
O mercado de bioestimulantes avança no agronegócio brasileiro e ganha novas tecnologias voltadas ao desenvolvimento das plantas, à redução de estresses e à produtividade. Uma nova linha à base de algas marinhas passou a ser comercializada no país com registro na categoria de biofertilizantes.
Segundo Carlos Carlotto, gerente de marketing estratégico da empresa responsável pela tecnologia para Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, o mercado de bioestimulantes cresce cerca de 10% ao ano nos últimos cinco anos. A expectativa apresentada durante o programa A Força do Agro, da Revista Oeste, é de manutenção desse ritmo até 2030 ou 2031.
Bioestimulantes têm novas aplicações
A tecnologia utiliza bioativos extraídos da alga Ascophyllum nodosum, encontrada no Atlântico Norte. De acordo com Carlotto, a espécie está adaptada a condições ambientais extremas, com variações de maré e temperaturas que podem oscilar entre períodos de frio intenso e calor.
O executivo afirma que o processo de extração busca preservar os bioativos responsáveis pelo efeito bioestimulante. Entre os resultados esperados estão maior enraizamento, vigor, engalhamento e capacidade de recuperação das plantas diante de situações de estresse.
Soja, cana-de-açúcar, café e frutas estão entre as culturas que já utilizam bioestimulantes. A tecnologia também pode ser empregada em tratamentos de sementes, aplicações foliares e no solo.
Os produtos não substituem fertilizantes nem defensivos agrícolas, segundo a empresa. A proposta é utilizá-los de forma complementar. Testes citados durante a entrevista apontam resultados na combinação com defensivos e produtos biológicos.
Registro como biofertilizante
Outro ponto destacado é o registro dos produtos como biofertilizantes. Segundo Carlotto, a classificação exige a apresentação de comprovações ao Ministério da Agricultura sobre o efeito bioestimulante ou fisiológico dos produtos.
A empresa também afirma que a colheita da alga segue licenças e critérios ambientais. Conforme o executivo, apenas uma parte da alga é retirada de cada área, e o mesmo local não é colhido no ano seguinte, o que permite a regeneração.
A companhia prepara ainda novos produtos para aplicações no solo e em culturas perenes, como café, citros, florestas e cana-de-açúcar. A tecnologia busca favorecer o acúmulo de reservas antes de períodos de seca e acelerar a retomada do desenvolvimento após o retorno das chuvas.
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