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Biofungicida 100% brasileiro à base de metabólitos bacterianos amplia proteção da soja

A biotecnologia nacional avança no combate a doenças que ameaçam a produtividade das lavouras de grãos. O primeiro produto formulado exclusivamente com metabólitos bacterianos foi desenvolvido para proteger as plantações contra a antracnose e a mancha-alvo, ampliando o leque de proteção da oleaginosa. Segundo Felipe Fiores, head de marketing da Bioma, a formulação é integralmente brasileira e repr

Em entrevista ao programa A Força do Agro, o especialista Felipe Fiores explica o funcionamento da primeira formulação 100% brasileira e os ganhos de manejo no campo.

A biotecnologia nacional avança no combate a doenças que ameaçam a produtividade das lavouras de grãos. Desenvolvido para proteger as plantações contra a antracnose e a mancha-alvo, o primeiro produto formulado exclusivamente com metabólitos bacterianos amplia o leque de proteção da oleaginosa. Na terça-feira 22 o head de marketing da Bioma, Felipe Fiores, participou do programa A Força do Agro, da Revista Oeste, e detalhou a evolução dos biofungicidas na soja.

Ao contrário de insumos biológicos tradicionais, que aplicam microrganismos vivos diretamente no campo, a nova tecnologia utiliza a bactéria apenas durante o processo fabril. Ao fim da fermentação industrial controlada, as células são inativadas e filtradas. O produto final reúne apenas os compostos bioquímicos ativos que combatem os fungos agressores.

“A bactéria trabalha dentro da fábrica para produzir os compostos bioativos”, afirmou Fiores. “O produtor rural recebe uma solução líquida estabilizada que atua de imediato contra os patógenos da lavoura.”

A pesquisa nacional e os diferenciais dos biofungicidas na soja

O desenvolvimento da formulação exigiu cerca de cinco anos de pesquisas genéticas e testes de bioprocessos. O microrganismo selecionado foi testado em lavouras do Sul ao extremo Norte do país, inclusive em Roraima, para comprovar sua resistência às variações de temperatura do clima tropical.

A ausência de células vivas na embalagem elimina restrições severas de transporte e refrigeração. Essa estabilidade química facilita a mistura com outros defensivos no tanque de pulverização e amplia a segurança operacional do agricultor.

“O Brasil reúne condições científicas para liderar a biotecnologia agrícola mundial”, ressaltou o executivo. “A formulação desenvolvida em solo brasileiro atende exatamente às necessidades das nossas áreas produtivas.”

Controle de doenças e preservação do potencial produtivo

A antracnose e a mancha-alvo figuram entre as enfermidades mais destrutivas da safra brasileira. A incidência desses fungos provoca perdas severas de folhas e reduz o enchimento dos grãos, o que diminui a rentabilidade final da colheita.

A adoção do biofungicida atua de forma complementar aos defensivos químicos convencionais. A integração de mecanismos distintos de ação reduz a probabilidade de seleção de fungos resistentes e prolonga a eficiência das moléculas agrícolas disponíveis no mercado.

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