EDIÇÃO DO DIA · 18 de setembro de 2026 --:--:-- COLUMBUS 23ºC
AO VIVO

BRASIL ESTADO

Bioinseticidas inovam no controle do bicudo-do-algodoeiro

Inovação com bioinseticidas fortalece o combate ao bicudo-do-algodoeiroEm entrevista ao programa A Força do Agro, o engenheiro agrônomo Thales Facanali Martins explica como fungos nativos ajudam a conter perdas severas na produção de algodãoO avanço das pesquisas com controle biológico abre uma nova frente de proteção para a cotonicultura brasileira. Capaz de destruir até 70% da produtividade de

Inovação com bioinseticidas fortalece o combate ao bicudo-do-algodoeiro
Em entrevista ao programa A Força do Agro, o engenheiro agrônomo Thales Facanali Martins explica como fungos nativos ajudam a conter perdas severas na produção de algodão
O avanço das pesquisas com controle biológico abre uma nova frente de proteção para a cotonicultura brasileira. Capaz de destruir até 70% da produtividade de uma lavoura, o bicudo-do-algodoeiro desafia o manejo convencional e exige estratégias integradas no campo. Na quinta-feira 17 o engenheiro agrônomo Thales Facanali Martins participou do programa A Força do Agro, da Revista Oeste, e apresentou soluções inovadoras desenvolvidas à base de microrganismos.

Segundo o especialista da Biotrop, a praga apresenta grande complexidade de combate porque deposita ovos no interior das estruturas reprodutivas da planta, como botões florais e maçãs. Esse comportamento cria uma barreira física que reduz a eficácia dos defensivos químicos convencionais.

“O bicudo é a praga mais desafiadora da cotonicultura nacional”, afirmou Martins. “Por se instalar dentro das estruturas reprodutivas, ele fica protegido contra aplicações externas de inseticidas químicos tradicionais.”

Descoberta científica contra o bicudo-do-algodoeiro
Para superar essa barreira, pesquisadores identificaram e isolaram linhagens de fungos entomopatogênicos em biomas nativos do país, como o Pantanal. O microrganismo selecionado age diretamente sobre o inseto e interrompe o ciclo reprodutivo da praga nas lavouras.

A empresa realizou testes laboratoriais e trabalhos específicos de formulação para garantir que o bioinseticida tolere oscilações térmicas e mantenha alto rendimento em diferentes regiões produtoras. O desenvolvimento priorizou a estabilidade do produto em condições reais de campo.

“A tecnologia precisa responder com segurança às variações do clima tropical”, ressaltou o especialista. “A pesquisa conseguiu estabilizar o fungo para que ele mantenha a capacidade de controle biológico ao longo das safras.”

Validação regulatória e futuro do manejo biológico
O processo de formulação e aprovação do novo bioinseticida envolve anos de investimento e pesquisas contínuas. A comprovação de eficiência exigiu ensaios agronômicos conduzidos por instituições credenciadas durante pelo menos duas safras antes da submissão do dossiê ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A introdução de bioinseticidas contra o bicudo-do-algodoeiro não substitui integralmente as ferramentas químicas, mas complementa o manejo integrado de pragas (MIP). A combinação reduz a pressão de seleção de insetos resistentes e eleva a sustentabilidade econômica do produtor rural.

Reproduzir

Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste

O post Bioinseticidas inovam no controle do bicudo-do-algodoeiro apareceu primeiro em Revista Oeste.

Leia também

VER TODAS ›