Brasil é a 'Disneylândia do narcotráfico', diz Caiado
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende criar uma força policial integrada entre o Brasil e outros dez países da América do Sul para combater o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. Durante entrevista, ele classificou o Brasil como a 'Disneylândia do narcotráfico'.
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende criar uma força policial integrada entre o Brasil e outros dez países da América do Sul para combater o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro. “O Brasil é a Disneylândia do narcotráfico”, disse, durante entrevista à TV Globo, nesta terça-feira, 25.
No modelo proposto, agentes dos países participantes poderiam atravessar fronteiras durante operações relacionadas a esses crimes. “Não precisa ter limite, você vai passar para os outros países e eles também terão toda a liberdade de adentrar o Brasil”, afirmou. “Isso não compromete soberania.”
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O candidato disse que a força teria orçamento e estrutura permanentes e seria integrada a uma central de inteligência. Segundo Caiado, recursos confiscados do crime organizado poderiam financiar parte das operações.
Caiado descartou autorizar a entrada de militares norte-americanos no Brasil nesse modelo. “Não tenho por que autorizá-los, pra quê?”, perguntou. O candidato disse, contudo, que buscaria cooperação tecnológica com outros países para ampliar o uso de inteligência no combate ao crime.
Caiado propõe anistia aos condenados pelo 8/1
Caiado também reafirmou a intenção de enviar ao Congresso um projeto de anistia "ampla, geral e irrestrita" aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. “Temos que pacificar o país, ninguém aguenta mais essa situação”, afirmou. Caiado ainda comparou a proposta às anistias concedidas durante o governo de Juscelino Kubitschek e disse que caberia ao Congresso decidir sobre o projeto.
Na área econômica, Caiado pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição para limitar as despesas federais, com correção pela inflação e teto equivalente a 50% do Produto Interno Bruto. Ao tratar dos juros e da inflação, projetou suas medidas econômicas levando a taxa de juros a 6% e a inflação a 3%. “Isso não é milagre”, afirmou.
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