Brasil inicia processo que pode levar a retaliação comercial contra os EUA
O governo brasileiro deu início oficialmente a um processo administrativo que pode resultar em retaliação aos Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelo país norte-americano a produtos do Brasil.
O governo Lula da Silva iniciou oficialmente o processo que pode levar o Brasil a retaliar os Estados Unidos depois da decisão dos norte-americanos de impor tarifas sobre produtos brasileiros.
A medida ainda não representa uma resposta imediata, mas abre um procedimento administrativo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica. Na prática, o governo criou um grupo de trabalho para avaliar os impactos das tarifas norte-americanas e estudar quais medidas poderão ser adotadas contra produtos e empresas dos EUA.
Governo prevê 60 dias para conclusão de relatório
O primeiro relatório técnico deverá ser concluído em até 60 dias, prazo que marca apenas o início da análise. Antes de qualquer decisão, os ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio e das Relações Exteriores ouvirão empresários, exportadores, importadores e representantes dos setores afetados.
A intenção é medir os efeitos econômicos de uma eventual retaliação. Com base nessas informações, o governo poderá decidir se aplicará ou não compensações. A lei autoriza o Brasil a reagir quando outro país impõe barreiras comerciais consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.
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Entre as opções previstas estão o aumento de tarifas sobre produtos importados dos Estados Unidos, restrições à entrada de determinados bens, suspensão de concessões comerciais e outras medidas proporcionais às adotadas pelo governo norte-americano.
O objetivo é pressionar os Estados Unidos a reverem as tarifas, com aumento do custo para empresas norte-americanas que exportam ao mercado brasileiro. Ainda assim, a legislação determina que a resposta deve ser proporcional e fundamentada em estudos técnicos.
Negociação continua sendo prioridade
Mesmo com o processo em andamento, o governo brasileiro pode decidir não retaliar. A equipe econômica afirma que a prioridade continua sendo negociar com Washington para tentar reverter as tarifas por meio do diálogo diplomático e de mecanismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
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