Cade aprova fusão entre Warner e Paramount
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu nesta quinta-feira, 30, a análise da fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery no Brasil, aprovando a operação sem restrições.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu, nesta quinta-feira, 30, a análise da fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery no Brasil. O processo teve fim sem restrições, o que confirma o aval do órgão brasileiro à operação bilionária do setor de entretenimento.
A decisão encerra a etapa regulatória no país. O negócio, porém, ainda depende do desfecho de uma disputa judicial nos Estados Unidos antes de ser efetivamente concluído.
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A Skydance anunciou a aquisição em fevereiro deste ano. Pelo acordo, a Paramount pagará US$ 31 (cerca de R$ 158) por ação da Warner Bros. Discovery. A operação avalia a empresa em aproximadamente US$ 81 bilhões (R$ 413 bilhões) em valor de mercado e em US$ 110 bilhões (R$ 561 bilhões) ao considerar as dívidas.
Fusão vai criar gigante do entretenimento
A combinação dos ativos reunirá algumas das principais marcas da indústria audiovisual. O novo grupo controlará estúdios como Paramount Pictures e Warner Bros., além de canais como CNN, CBS, Discovery, TNT e Cartoon Network.
No streaming, a empresa passará a reunir plataformas como HBO Max e Paramount+. A expectativa é ampliar a escala para competir com gigantes como Netflix e Disney.
No Brasil, a operação também concentra importantes direitos esportivos. A empresa resultante da fusão terá transmissões da Liga dos Campeões da Uefa, da Copa Libertadores, da Copa Sul-Americana e do Campeonato Paulista, entre outras competições.
Processo enfrenta obstáculos nos EUA
Apesar da aprovação do Cade, a fusão continua cercada de incertezas nos EUA. Uma coalizão formada por 12 Estados norte-americanos entrou na Justiça para tentar barrar o negócio por supostas violações às leis antitruste.
Os autores da ação afirmam que a união entre Paramount e Warner reduzirá a concorrência na indústria do entretenimento, concentrará parte significativa da produção de filmes e séries e poderá elevar preços para consumidores e distribuidoras.
Em razão do processo, as empresas concordaram em adiar a conclusão da operação até, pelo menos, junho de 2027 ou até que a Justiça norte-americana tome uma decisão definitiva. Enquanto isso, a Paramount poderá desembolsar milhões de dólares em taxas previstas no contrato caso o fechamento continue atrasado.
Embora o Brasil tenha concluído sua análise concorrencial, o futuro da fusão ainda depende do julgamento nos Estados Unidos, onde está o principal obstáculo para a criação de um dos maiores conglomerados de mídia do mundo.
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