‘Cai o braço de perseguição de Alexandre de Moraes’, afirma Ramagem
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou no início da tarde desta terça-feira, 8, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente Lula da Silva participam de uma estrutura de instrumentalização da Polícia Federal para perseguição política. Ao final do vídeo publicado em seu perfil na rede X, Ramagem declara: “Paulo Gonet e Alexandre Moraes precisam ta
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou no início da tarde desta terça-feira, 8, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente Lula da Silva participam de uma estrutura de instrumentalização da Polícia Federal para perseguição política. Ao final do vídeo publicado em seu perfil na rede X, Ramagem declara: “Paulo Gonet e Alexandre Moraes precisam também ser afastados”.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O julgamento foi suspenso depois que o ministro Gilmar Mendes pediu vista. Enquanto isso, a decisão de Mendonça permanece em vigor.
Ramagem: “Relatórios clandestinos”
No áudio, Ramagem acusou a cúpula da PF de produzir “relatórios de inteligência clandestinos” para monitorar Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo o ex-deputado, os documentos teriam sido entregues a Moraes e explorados para fundamentar uma investigação contra Mendonça.
Ramagem também fez críticas a Andrei Rodrigues, a quem chamou de “Andrei Macallan Rodrigues”, em referência a supostas viagens e hospedagens que, segundo ele, teriam sido custeadas pelo Banco Master e pelo empresário Daniel Vorcaro. Acrescentou que, devido à atuação de Moraes vinculada aos interesses de Lula, foi impedido de assumir a direção-geral da PF na gestão Jair Bolsonaro.
O ex-deputado relaciona Rodrigues a episódios envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), as investigações sobre as fraudes no INSS e o escândalo do Banco Master. Disse ainda que o diretor-geral teria atuado para “blindar” o filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”, por suposto recebimento de propinas de lobistas para realizar tráfico de influência dentro do Ministério da Saúde.
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A decisão de Mendonça aponta a produção de relatórios de inteligência considerados tecnicamente inadequados e menciona monitoramento do ministro e de Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro também determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada e a apuração interna sobre a produção dos documentos.
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