Caiado afirma que PEC do fim da escala 6×1 é medida eleitoreira
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) evitou se posicionar de forma definitiva sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Nesta quarta-feira, 19, durante o 11º Fórum CNT de Debates, organizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o ex-governador de Goiás disse que o debate sobre a redução da jornada de trabalho precisa considerar os efeitos da mudança sobre empresa
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) evitou se posicionar de forma definitiva sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Nesta quarta-feira, 19, durante o 11º Fórum CNT de Debates, organizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o ex-governador de Goiás disse que o debate sobre a redução da jornada de trabalho precisa considerar os efeitos da mudança sobre empresas e trabalhadores.
O ex-governador acrescentou que o momento é inapropriado para o Congresso Nacional discutir a proposta. “Não é só essa, são todas as outras medidas que você vê que tem um objetivo simplesmente populista, eleitoreira, de voto”, afirmou. “Não posso influenciar uma matéria da qual já está com viés eleitoreiro. Olha o viés dela, eleitoreiro.”
Caiado alerta para os impactos na economia
Segundo Caiado, a mudança pode provocar impactos na economia e na geração de empregos. Ele defendeu um debate que considere as condições de empresas de diferentes setores.
A proposta em discussão pretende mudar as regras constitucionais sobre a jornada de trabalho. O texto prevê uma redução gradual do tempo máximo de trabalho e mudanças na escala 6x1.
Como informou Oeste, empresários e especialistas defenderam cautela na discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Durante o evento Conecta TMC, realizado na última segunda-feira, 17, em São Paulo, participantes não negaram que a redução da jornada pode representar um ganho social para os trabalhadores, mas ressaltaram que uma mudança desse porte exige estudos sobre os efeitos na produtividade, no emprego e nos custos das empresas.
Entre os integrantes do painel estavam Karina D’Ornelas, da varejista Riachuelo; Felipe Magrim, diretor de políticas públicas do aplicativo iFood; e Vander Giordano, conselheiro da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
"A gente está sendo um pouco ousado", afirmou Zeina. "Os países que caminharam para reduzir a jornada de trabalho já têm uma produtividade alta. Esse não é o caso do Brasil, que é um país que está envelhecendo muito rapidamente e em breve vai ter falta de mão de obra. Já sentimos falta de mão de obra. É arriscado, o ideal seria não trazer esse debate em ano eleitoral."
Giordano chamou a atenção para outro problema enfrentado diariamente pelos trabalhadores brasileiros: o tempo gasto nos deslocamentos entre a residência e o emprego. "Paramos para pensar se o problema está na jornada de trabalho ou é a jornada até o trabalho que é exaustiva?", provocou o executivo.
Os empresários também discutiram a falta de flexibilidade do regime CLT. Para o setor empresarial, é necessário ter garantias, contudo, o trabalhador não tem buscado vínculo empregatício. De acordo com Felipe Magrim, é necessária alguma proteção previdenciária ao trabalhador. "Chegamos muito perto dessa discussão, mas a flexibilização é um valor para o trabalhador", disse. "Se tiver muita rigidez, isso empurrará o trabalhador para a informalidade."
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