Caiado quer Gakiya à frente da Segurança Pública se for eleito
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira, 10, que pretende convidar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança Pública caso seja eleito em outubro. Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e é um dos principais nomes no enfrentamento ao
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira, 10, que pretende convidar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança Pública caso seja eleito em outubro.
Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e é um dos principais nomes no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Caiado anunciou a intenção durante a apresentação das propostas para a segurança pública que farão parte de seu plano de governo. O presidenciável elogiou a atuação do promotor no combate ao crime organizado.
Segundo Caiado, os dois já tiveram contato em ocasiões anteriores, inclusive durante palestras de Gakiya em Goiás, Estado governado pelo candidato até este ano. Apesar do anúncio, o ex-governador afirmou que ainda não fez um convite formal.
O candidato disse que Gakiya foi uma das fontes consultadas durante a elaboração de suas propostas para a segurança pública e afirmou que pretende telefonar para o promotor para fazer o convite.
Procurado pelo jornal Valor Econômico, Gakiya preferiu não se manifestar sobre a declaração.
O projeto de segurança pública de Caiado
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) detalhou, nesta segunda-feira, 10, em São Paulo, seu projeto de segurança pública, que propõe enquadrar facções como milícias, PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas domésticas, além de estabelecer punições rigorosas.
Divulgado na sede nacional do PSD, o plano propõe penas mínimas de até 45 anos para quem integrar ou recrutar membros para esses grupos, condicionando a progressão de regime ao cumprimento de 90% da pena. Já lavagem de dinheiro e financiamento dessas organizações teriam pena mínima de 35 anos.
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O documento prevê a criação da Lei do Terrorismo Doméstico, que classificaria milícias e facções sob esta definição, independentemente de motivações ideológicas. “Nós já definimos o terrorismo doméstico”, explicou Caiado. “A ausência de motivação ideológica não impede essa caracterização.”
Entre as propostas, está um novo tipo penal para advogados que transmitirem ordens de organizações criminosas no exercício da profissão. Nesse caso, a pena mínima seria de 25 anos, com progressão apenas depois de 90% da pena e perda definitiva do diploma.
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