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Campanhas para deputados federais custam mais de R$ 930 milhões aos cofres públicos

As campanhas para a Câmara dos Deputados já receberam quase R$ 983 milhões para financiar a disputa eleitoral deste ano. A maior parte do dinheiro tem origem nos cofres públicos: mais de R$ 930 milhões, equivalentes a aproximadamente 95% do total, vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral, e do Fundo Partidário. Os dados constam da plataforma de prestação de cont

As campanhas para a Câmara dos Deputados já receberam quase R$ 983 milhões para financiar a disputa eleitoral deste ano. A maior parte do dinheiro tem origem nos cofres públicos: mais de R$ 930 milhões, equivalentes a aproximadamente 95% do total, vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral, e do Fundo Partidário.

Os dados constam da plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda podem aumentar até o fim da campanha. Quase R$ 51 milhões, cerca de 5% das receitas declaradas pelos candidatos a deputado federal, têm origem privada.

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Entre os recursos privados, quase R$ 28 milhões vieram de doações de pessoas físicas e pouco mais de R$ 13 milhões foram colocados pelos próprios candidatos nas campanhas. O financiamento coletivo responde a quase R$ 4 milhões.

O volume destinado à disputa pelas 513 cadeiras da Câmara supera, sozinho, os recursos registrados até agora para qualquer outro cargo nas eleições de 2026. As campanhas para as assembleias legislativas somam quase R$ 408 milhões; para os governos estaduais, um montante que quase alcança a rúbrica de R$ 197 milhões; para o Senado, quase R$ 175 milhões; e para a Presidência da República, R$ 83 milhões.

Maiores recursos

O PL aparece na liderança entre os partidos, com mais de R$ 253 milhões destinados às campanhas para deputado federal. Desse montante, quase R$ 246 milhões têm origem pública e cerca de R$ 8 milhões são recursos privados.

O PT ocupa a segunda posição, com pouco mais de R$ 172 milhões, dos quais cerca de R$ 166 milhões vieram de recursos públicos. Juntos, PL e PT concentram aproximadamente R$ 426 milhões, mais de 43% de todo o dinheiro registrado para a disputa pela Câmara.

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Na sequência aparecem PP, com pouco mais de R$ 98 milhões; PSD, com R$ 76 milhões; e União Brasil, com cerca de R$ 64 milhões.

Entre os recursos privados, o PL também lidera, chegando a quase R$ 8 milhões, seguido pelo Novo, com R$ 7 milhões. PT e PSD aparecem depois, com R$ 5,6 milhões e cerca de R$ 5 milhões, respectivamente.

Sudeste concentra 40% do dinheiro

A distribuição regional acompanha, em parte, o tamanho das bancadas. O Sudeste concentra R$ 397 milhões, cerca de 40% de todo o dinheiro destinado às candidaturas para deputado federal. Só São Paulo, que elege 70 deputados, reúne R$ 188 milhões.

O Nordeste aparece em segundo lugar, com R$ 264 milhões. As campanhas no Sul receberam R$ 151 milhões; no Norte, R$ 100 milhões; e no Centro-Oeste, R$ 71 milhões.

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A diferença entre as regiões também está relacionada ao número de cadeiras em disputa e, consequentemente, ao volume de candidaturas.

Quanto um candidato pode gastar

Apesar de os partidos movimentarem centenas de milhões de reais, existe um teto individual para cada candidatura. Neste ano, cada candidato a deputado federal poderá gastar pouco mais de R$ 3 milhões durante a campanha, mesmo limite aplicado na eleição de 2022. Em 2018, o teto era de R$ 2,5 milhões.

Para o Senado, o limite varia conforme o Estado: começa em R$ 3 milhões nas unidades menos populosas e chega a pouco mais de R$ 7 milhões em São Paulo. Candidatos a deputado estadual ou distrital podem gastar até R$ 1,2 milhão.

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