Campeã olímpica pede regra da WNBA para mulheres biológicas
A tricampeã olímpica de natação Nancy Hogshead lançou uma petição para pressionar a WNBA a deixar explícito que apenas mulheres biológicas podem disputar a liga. A iniciativa, publicada em 14 de agosto, já reúne mais de 11 mil assinaturas. Hogshead afirmou à Fox News que pretende levar a petição a 100 mil assinaturas. Segundo ela, mais de 1 milhão de pessoas já tiveram contato com o material d
A tricampeã olímpica de natação Nancy Hogshead lançou uma petição para pressionar a WNBA a deixar explícito que apenas mulheres biológicas podem disputar a liga. A iniciativa, publicada em 14 de agosto, já reúne mais de 11 mil assinaturas.
Hogshead afirmou à Fox News que pretende levar a petição a 100 mil assinaturas. Segundo ela, mais de 1 milhão de pessoas já tiveram contato com o material divulgado sobre a iniciativa.
“Estamos pedindo à WNBA que esclareça que suas regras de elegibilidade são exclusivas para mulheres”, disse.
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O acordo coletivo de trabalho da WNBA para 2026 estabelece que “apenas jogadoras do sexo feminino são elegíveis para jogar na WNBA”. O documento, contudo, não apresenta uma definição específica de “mulher” nem detalha critérios relacionados à identidade de gênero ou ao sexo atribuído no nascimento.
O debate ganhou força depois que os ex-jogadores da NBA Enes Kanter Freedom e Royce White anunciaram a intenção de se inscrever no Draft da WNBA de 2027, alegando se identificar como mulheres.
Fontes da liga afirmaram posteriormente que nenhum dos dois é elegível para disputar a competição e classificaram os anúncios como “jogadas de marketing”.
Para Hogshead, os episódios evidenciam uma contradição nas regras baseadas em autodeclaração de gênero.
A ex-nadadora também citou a jogadora do Indiana Fever, Sophie Cunningham, que se manifestou contra a participação de pessoas transgênero em esportes femininos.
“Eu realmente aprecio a posição que ela assumiu em defesa das mulheres”, afirmou Hogshead.
WNBA diz que não há problema de elegibilidade
A WNBA afirmou anteriormente que não havia “questões de elegibilidade imediatas” envolvendo a liga. A entidade também criticou o que classificou como “tentativas de má-fé” de usar o debate para “desmerecer ou marginalizar outras pessoas”.
A comissária da WNBA, Cathy Engelbert, afirmou que a liga continuará discutindo o assunto com o sindicato das jogadoras e outras partes interessadas.
A petição de Hogshead também ocorre em meio a manifestações realizadas em frente a jogos da WNBA em apoio a Cunningham.
Hogshead conquistou três medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Depois da carreira esportiva, tornou-se advogada de direitos civis e fundou a Champion Women, organização voltada à defesa dos direitos de mulheres e meninas no esporte.
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