Candidato à Presidência defende extinção de governos estaduais
O candidato à Presidência Veterinário Wilson Grassi (Democrata) defendeu o fim dos governos estaduais e das Assembleias Legislativas caso seja eleito. Ele deu a declaração na última terça-feira, 1º, em entrevista ao portal Metrópoles. Segundo Grassi, o cargo de governador “não serve para nada”, e os municípios deveriam se reportar diretamente ao governo federal. O candidato também propôs reduz
O candidato à Presidência Veterinário Wilson Grassi (Democrata) defendeu o fim dos governos estaduais e das Assembleias Legislativas caso seja eleito. Ele deu a declaração na última terça-feira, 1º, em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo Grassi, o cargo de governador “não serve para nada”, e os municípios deveriam se reportar diretamente ao governo federal. O candidato também propôs reduzir o número de municípios e afirmou que cidades com 5 mil ou 10 mil habitantes não deveriam existir. O candidato disse ainda que os Estados consomem “metade do Orçamento público”.
Na entrevista, Grassi disse que pretende transferir ao governo federal atribuições hoje a cargo dos Estados, como a gestão das polícias.
As propostas do veterinário Wilson Grassi
Grassi apresentou outras medidas durante a entrevista, incluindo o programa “Meu Botox, Minha Vida”, que prevê a aplicação gratuita de toxina botulínica em mulheres de baixa renda. Segundo o candidato, a iniciativa tem como objetivo melhorar a autoestima das beneficiárias.
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O candidato também propôs aumentar o salário dos deputados para R$ 1 milhão por mês, em troca do fim da cota parlamentar e das emendas. Segundo Grassi, os parlamentares passariam a arcar com as próprias despesas, como assessores, transporte e alimentação. Em 2026, o subsídio mensal de um deputado federal é de cerca de R$ 47 mil.
Grassi se declarou contra o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o empregado trabalha seis dias e folga um. Em outro tema, defendeu uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023 e nos demais processos relacionados às manifestações que sucederam às eleições de 2022.
Candidato à Presidência teve campanha suspensa
Grassi também enfrentou restrições à campanha. Em 31 de agosto, o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha digital do candidato, proibiu a participação dele em debates e bloqueou o acesso aos recursos do Fundo Eleitoral. Na mesma decisão, o ministro adotou medidas relacionadas à campanha de Renan Santos (Missão).
A decisão ocorreu porque a campanha não informou corretamente ao TSE, dentro do prazo estabelecido, os perfis utilizados para propaganda eleitoral. Segundo Toffoli, Grassi declarou oito contas somente em 28 de agosto. Um dos perfis não informados à Justiça Eleitoral reunia 156 mil seguidores.
Na última quarta-feira, 2, Toffoli recuou e liberou Grassi para fazer campanha digital, participar de debates e acessar os recursos do Fundo Eleitoral. O ministro manteve, contudo, o entendimento de que o candidato não apresentou os perfis de forma adequada e dentro do prazo.
Sem pontuar na Quaest
Grassi aparece entre os candidatos que não pontuaram na pesquisa presidencial mais recente da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de 2 pontos porcentuais e registro no TSE sob o número BR-07065/2026.
Na pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 37% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro (PL), 29%; e Augusto Cury (Avante), 10%. Wilson Grassi ficou com 0%.
Grassi tem 56 anos, é médico-veterinário e empresário. Ele disputou uma vaga de deputado estadual em São Paulo em 2006, de deputado federal em 2022 e de vereador da capital paulista em 2024, mas não foi eleito. Em 2026, concorre pela primeira vez à Presidência da República.
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