Cármen Lúcia admite 'mal-estar cívico' provocado pelo STF
A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia afirmou, durante julgamento nesta terça-feira, 15, que a Corte tem causado um "mal-estar cívico" entre os brasileiros. A magistrada declarou estar "em estado de profunda consternação e tristeza" em razão dos escândalos que envolvem a Suprema Corte e disse se sentir "até mesmo envergonhada". Segundo ela, o país vive um momento em que, a menos de 2
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou durante julgamento nesta terça-feira, 15, que a Corte tem causado um “mal-estar cívico" nos brasileiros. A magistrada disse estar “em estado de profunda consternação e tristeza” por causa dos escândalos que envolvem a Suprema Corte.
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“Me sinto até mesmo envergonhada”, afirmou. “No momento em que o Brasil, a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais em parte com muita expressão e questões graves. Mas não garantimos o rigor e a serenidade que no meu papel de cidadã e juíza deveria ter ajudado mais.”
Cármen disse ainda que o Poder Judiciário deveria existir para tranquilizar o povo. Contudo, segundo a magistrada, o STF tem gerado “intranquilidade” à população brasileira. A ministra foi além ao dizer que os integrantes da Corte inebriam o sentimento de justiça.
Sessão no STF
As declarações da ministra ocorreram durante a sessão plenária que definiria se Moraes deveria ou não ser investigado em razão das trocas de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Magistrado trocou mais de 50 mensagens com o empresário.
Os ministros analisaram se o caso deveria ser julgado de forma conjunta com o de André Mendonça, relator dos processos do Master no STF. Uma ala da Corte entende que Mendonça teria cometido irregularidades na condução do caso. Sobre Moraes recai o fato de ele ter editado o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de Viviane Barci, mulher do ministro.
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Os ministros Edson Fachin (presidente do STF), Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram para manter separados os casos de Moraes e Mendonça. Votaram para juntar os casos Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin. O resultado ficou em quatro a três. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos e não participaram da discussão. Flávio Dino, por sua vez, pediu vista (mais tempo para analisar a situação).
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