Casas Bahia: recuperação é ‘instrumento’ para resolver passivos, diz CEO
O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou nesta segunda-feira, 17, que a recuperação judicial da varejista não é o "destino" da companhia, mas um "instrumento" para resolver os passivos estruturais e proteger o caixa durante a reestruturação. + Entenda notícias de Economia em Oeste "O destino continua o mesmo: ter uma operação saudável e rentável, que a gente vem evoluindo", afirmou Fra
O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou nesta segunda-feira, 17, que a recuperação judicial da varejista não é o "destino" da companhia, mas um "instrumento" para resolver os passivos estruturais e proteger o caixa durante a reestruturação.
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"O destino continua o mesmo: ter uma operação saudável e rentável, que a gente vem evoluindo", afirmou Franklin. "Mas ela é um instrumento para a gente poder realmente resolver os passivos estruturais da companhia."
Segundo o executivo, o pedido também fortalece a operação. A medida permite captar crédito de curto prazo e monetizar ativos. O objetivo é preservar a estrutura da empresa e negociar com credores de forma organizada.
Cenário macroeconômico pesou
Franklin atribuiu a decisão à mudança no cenário macroeconômico. Ele citou a alta dos juros, a guerra entre Estados Unidos e Irã e a volatilidade do período eleitoral. Esses fatores afetaram o aumento do limite de crédito e a captação de recursos no mercado de capitais.
"A gente começou a ter um cenário macro muito diferente", disse o executivo. "Em abril, começou a guerra entre Estados Unidos e Irã. Tivemos pressão sobre o petróleo, que subiu de preço, gerando pressão inflacionária e elevação da curva de juros."
"Também tivemos a questão eleitoral", completou Franklin. "Alguns episódios trouxeram mais volatilidade e, consequentemente, mais impacto sobre juros."
O CEO defendeu que houve evolução operacional da empresa, mas disse que os resultados ainda não foram suficientes para bancar os passivos financeiros. "A evolução operacional não foi suficiente para bancar todos os passivos que temos no curso financeiro", declarou.
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Segundo a empresa, a reformulação do balanço equacionou as dívidas financeiras, mas ainda há passivos operacionais e contratos caros que precisam de ajustes estruturais.
O plano de transformação da Casas Bahia
A empresa já havia feito o diagnóstico no relatório da administração. A companhia reduziu as compras de estoque, medida que teve efeito positivo sobre o caixa, mas contribuiu para a necessidade de operar em escala menor.
Na chamada Fase 2 do Plano de Transformação, a companhia pretende priorizar canais e categorias de maior margem e rentabilidade, reduzir o capital empregado e o custo de financiamento e fortalecer a geração de caixa.
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"Em um ciclo mais adverso e com custo de capital ainda alto, entendemos que o tamanho que se justifica é menor, não como objetivo, mas como consequência da disciplina", afirma a administração.
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo, 16, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A dívida declarada é de R$ 17,3 bilhões. O grupo também informou a demissão de cerca de 3 mil funcionários e o fechamento de quase 300 lojas.
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