Casos de câncer de pâncreas avançam entre jovens, diz estudo
Uma tendência preocupante começa a alterar o cenário do câncer de pâncreas: a incidência e mortalidade entre pessoas com até 49 anos devem crescer nas próximas décadas, segundo a revista científica JCO Global Oncology. Embora a maioria dos casos continue sendo diagnosticada depois dos 55 anos, o estudo mostra que o perfil de pacientes está mudando rapidamente. Os pesquisadores utilizaram dados
Uma tendência preocupante começa a alterar o cenário do câncer de pâncreas: a incidência e mortalidade entre pessoas com até 49 anos devem crescer nas próximas décadas, segundo a revista científica JCO Global Oncology. Embora a maioria dos casos continue sendo diagnosticada depois dos 55 anos, o estudo mostra que o perfil de pacientes está mudando rapidamente.
Os pesquisadores utilizaram dados do Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors Study, que reúne informações de 204 países e territórios. Eles alertam que, até 2040, o câncer de pâncreas em faixas etárias mais jovens poderá se consolidar como um dos principais desafios globais de saúde.
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"De fato, temos percebido uma elevação nos casos em pessoas com menos de 50 anos e isso se deve ao estilo de vida que envolve importantes fatores de risco para a enfermidade, como obesidade, fumo e excesso no consumo de álcool e alimentos ultraprocessados”, explicou o oncologista Ramon Andrade de Mello ao jornal Folha de S.Paulo.
Nos Estados Unidos, cresce a mobilização para informar a população sobre o câncer de pâncreas e os riscos associados ao aumento dos diagnósticos. O tumor é considerado um dos mais letais, já que menos de 20% dos pacientes sobrevivem cinco anos depois do diagnóstico inicial.
Dificuldades no diagnóstico precoce do câncer de pâncreas
Uma das maiores dificuldades associadas ao câncer de pâncreas é a ausência de sintomas nas fases iniciais. Quando sinais como náuseas, dor abdominal que se irradia para as costas, perda de peso sem explicação e icterícia aparecem, normalmente o tumor já está avançado, o que contribui para as altas taxas de mortalidade. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima mais de 13 mil casos novos por ano de 2026 a 2028.
Os exames mais utilizados para confirmar o diagnóstico incluem tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia endoscópica e biópsias. Integram o grupo de risco pessoas com histórico familiar da doença, mutações nos genes BRCA, diabetes tipo 2 de início tardio, dor nas costas sem explicação ortopédica, além de tabagistas, consumidores frequentes de álcool e indivíduos com alimentação inadequada.
O tratamento do câncer de pâncreas é definido conforme a localização e o estágio do tumor. Envolve quimioterapia, cirurgia, radioterapia e terapias-alvo. Novos medicamentos e abordagens terapêuticas estão em fase de testes e devem ampliar as alternativas para os pacientes nos próximos anos.
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Entre as novidades, destacam-se os inibidores de KRAS, proteína presente em 90% dos casos, que têm previsão de chegada ao Brasil até o próximo ano.
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Fonte: Revista Oeste · Por Redação Oeste


