China reafirma apoio à soberania brasileira durante encontro na Asean
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o chanceler chinês, Wang Yi, reuniram-se nas Filipinas durante a cúpula da Asean. Wang Yi reiterou o apoio da China à soberania, segurança e interesses de desenvolvimento do Brasil, além de expressar confiança de que o Brasil respeitará os interesses centrais chineses.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se encontrou com o chanceler da China, Wang Yi, nesta quarta-feira, 22, nas Filipinas. Durante o evento da Associação de Nações do Sueste Asiático (Asean), o chinês reforçou o apoio de seu país à "soberania brasileira".
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"A China continuará a apoiar o Brasil na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento", afirmou Wang. "E confia que o Brasil, como sempre, respeitará e apoiará a China na defesa de seus principais interesses.”
Durante o encontro, Vieira reforçou seu interesse em aprofundar a parceria com o negociador asiático. O brasileiro afirmou que quer ampliar a cooperação com o país nas áreas financeira e comercial, além de coordenar posicionamentos em fóruns multilaterais.
China deve taxar carne brasileira em 55%
As declarações e os apertos de mão entre os representantes surgem em um dos momentos mais delicados para o agronegócio brasileiro, que tem nos chineses os seus principais clientes. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, o Brasil está prestes a atingir a cota de exportação de carne.
O limite de 1,1 milhão de toneladas já está em 79%. Se os embarques totais ultrapassarem essa marca em 2026, o governo chinês taxará a proteína brasileira em 55%.
Vale ressaltar que esses números são apenas das mercadorias que já circulam em território chinês. A marca deve aumentar quando as remessas que ainda estão paradas nos navios passarem pela alfândega e forem contabilizadas.
Na semana passada, Mauro Vieira criticou as tarifas comerciais de 25% que os Estados Unidos impuseram ao Brasil. Por meio da Seção 301, da Lei de Comércio de 1974, a Casa Branca alegou concorrência desleal por parte do mercado brasileiro.
Uma das reclamações foi a existência da Rua 25 de Março, em São Paulo. O endereço é conhecido por vender produtos pirateados a um preço bem inferior ao que é praticado pelo mercado legal.
Vieira acusou as tarifas norte-americanas de serem apenas um posicionamento político da administração Donald Trump. Segundo o chanceler, os EUA supostamente se incomodaram com o fato de o Brasil "não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis" durante as negociações.
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