Comandante militar dos EUA termina viagem pelo Oriente Médio
O almirante Brad Cooper, líder do Comando Central dos EUA (Centcom), concluiu neste sábado, 15, uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio. O roteiro incluiu seis países da região e uma visita ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente no mar da Arábia. https://twitter.com/i24NEWS_EN/status/2088829243702596036?s=20 Segundo o Centcom, cuja função é planejar, coordenar e comandar oper
O almirante Brad Cooper, líder do Comando Central dos EUA (Centcom), concluiu neste sábado, 15, uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio. O roteiro incluiu seis países da região e uma visita ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente no mar da Arábia.
Segundo o Centcom, cuja função é planejar, coordenar e comandar operações militares americanas, Cooper se reuniu com autoridades civis e militares, além de visitar tropas americanas mobilizadas na região.
EUA mantêm bloqueio naval
A viagem ocorreu em um momento de elevada tensão militar entre os Estados Unidos e o Irã. Cooper esteve no Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Ao longo do percurso, o comandante discutiu questões de segurança regional com autoridades e acompanhou as operações das forças americanas.
No último compromisso da viagem, Cooper visitou o USS Abraham Lincoln, porta-aviões que está há mais de 240 dias consecutivos no mar da região sob conflito. A embarcação chegou ao Oriente Médio em janeiro e participa das operações militares americanas relacionadas ao Irã, além de atuar no bloqueio naval contra portos inimigos.
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Durante a visita, o almirante elogiou os militares que integram o grupo de ataque do porta-aviões e classificou a missão como uma das operações mais intensas e relevantes da história recente da Marinha americana. O navio baseou milhares de decolagens e pousos de aeronaves de combate desde o início de sua atuação na região.
A presença prolongada do USS Abraham Lincoln ocorre em meio à estratégia de pressão militar e econômica de Washington contra Teerã. O bloqueio naval americano busca restringir a capacidade do Irã de utilizar seus portos e exercer controle sobre rotas marítimas estratégicas, incluindo a região do Estreito de Ormuz.
A operação também impõe desgaste às forças americanas. A permanência prolongada do porta-aviões sem uma escala convencional em portos levantou questionamentos sobre as condições de descanso, abastecimento e saúde mental dos militares. A Marinha afirma, no entanto, que mantém assistência aos tripulantes e que não houve aumento significativo nos casos de problemas psicológicos.
A viagem permitiu ao comandante acompanhar diretamente as tropas americanas em diferentes pontos do Oriente Médio. O comando informou que Cooper conversou com militares, participou de cerimônias de reconhecimento e avaliou as atividades das forças destacadas na região. Mais de 50 mil militares americanos atuam atualmente no Oriente Médio, segundo informações divulgadas durante a viagem.
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