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Conselho de Ética mantém processo contra Erika Hilton

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 11, por 10 votos a 5, o parecer que dá continuidade ao processo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP). O partido Missão apresentou a representação e pede a cassação do mandato da parlamentar. O pedido surgiu depois de manifestações publicadas por Erika nas redes sociais em resposta às críticas que recebeu ao assumir a pr

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 11, por 10 votos a 5, o parecer que dá continuidade ao processo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP).

O partido Missão apresentou a representação e pede a cassação do mandato da parlamentar. O pedido surgiu depois de manifestações publicadas por Erika nas redes sociais em resposta às críticas que recebeu ao assumir a presidência da Comissão da Mulher da Câmara.

Com a aprovação do parecer preliminar, o relator, deputado Gilberto Silva (PL-PB), dará sequência à apuração. Erika poderá apresentar sua defesa e indicar testemunhas durante essa etapa.

Leia também: "Com salário superior a R$ 40 mil, Erika Hilton declara patrimônio de R$ 15 mil"

Em seguida, o relator deverá elaborar um parecer final sobre a aplicação ou não de punição. O plenário da Câmara precisa votar as penalidades mais graves, como a suspensão de prerrogativas parlamentares, a suspensão ou a perda do mandato.

O prazo máximo para a tramitação de processos no Conselho de Ética é de 90 dias.

Deputada Erika Hilton (Psol-SP) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A continuidade do processo, contudo, ocorre em um calendário marcado pelas eleições de outubro. O primeiro turno está previsto para 4 de outubro e o segundo, para 25 de outubro.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) citou o calendário eleitoral ao avaliar que o colegiado dificilmente concluirá os processos em andamento antes do primeiro turno.

Missão acusa deputada de quebra de decoro

O partido pediu a cassação de Erika depois de publicações feitas pela deputada em resposta aos ataques que recebeu. Nas mensagens, ela afirmou que não se importava com a reação do “esgoto da sociedade” e classificou a opinião de “imbecis” como irrelevante.

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Para o Missão, as declarações configuraram quebra de decoro parlamentar e contrariaram o dever de exercer o mandato com dignidade e respeito à vontade popular.

Erika apresentou defesa por escrito e não participou da reunião desta terça-feira. A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol) falou em seu nome e afirmou que as publicações representavam opiniões pessoais e não caracterizavam quebra de decoro.

Processos dependem do plenário

Mesmo quando o Conselho de Ética aprova um parecer, a decisão final pode depender da inclusão do caso na pauta do plenário pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Em maio, o colegiado aprovou a suspensão por dois meses dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS), por episódios relacionados à ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025.

Os três recorreram à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde os processos permanecem sem conclusão. O plenário também não chegou a votar os pareceres que o Conselho aprovou.

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