Coordenador da Secom compartilha publicação com informação falsa sobre Flávio Bolsonaro
O coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, George Marques, compartilhou nesta sexta-feira, 25, uma publicação que incentivava usuários a continuar espalhando uma informação falsa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). O post afirmava que o PL e o senador apoiariam uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o tít
O coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, George Marques, compartilhou nesta sexta-feira, 25, uma publicação que pedia aos usuários que continuassem espalhando uma informação falsa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A publicação afirmava que o PL e Flávio apoiariam uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Entretanto, o senador não apresentou projeto com esse objetivo. O post foi apagado horas depois, segundo o portal Poder360.
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O texto, de autoria de Magdiel Alves, dizia: “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles [conservadores] fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Inclusive com ajuda de uma TV (Jovem Pan). Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”.
Ao Poder360, Marques afirmou não se lembrar do compartilhamento do conteúdo. “Não me lembro de ter dado RT nesse tuíte”, declarou. “Retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por engano.”
Ele ainda declarou não concordar com a opinião do autor do tuíte original. “Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição”, declarou. “Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário.” O funcionário também disse que seu perfil no X é “pessoal, de política e humor”.
TSE manda remover fake news contra Flávio
Ainda nesta sexta-feira, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção, por X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube, de publicações sobre uma suposta intenção de Flávio ou de sua família de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Mendonça considerou a afirmação “notoriamente inverídica”.
A informação falsa retomou o Projeto de Lei 2.623 de 2007, apresentado pelo então deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT). A proposta pretendia substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara rejeitou o texto em 2008, e o arquivamento ocorreu em agosto daquele ano.
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Flávio negou nesta sexta-feira qualquer intenção de alterar o título de Nossa Senhora Aparecida. Em vídeo publicado no X, afirmou respeitar “todas as religiões e quem não tem religião” e atribuiu a história ao PT.
Segundo informações apresentadas pela defesa do senador ao TSE, um levantamento identificou 2 mil publicações de 1,6 mil contas sobre o assunto, que somaram mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,5 milhão de curtidas e mais de 300 mil compartilhamentos.
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