CPTM vê motivação política em greve e anuncia operação especial
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) manifestou-se contra a paralisação aprovada pelos ferroviários para esta segunda-feira (3), classificando-a como de cunho político. Em comunicado, a empresa informou que preparou um esquema especial para reduzir os impactos aos passageiros e garantir a circulação parcial dos trens.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) criticou a greve aprovada pelos ferroviários para nesta segunda-feira, 3, e afirmou que a paralisação tem motivação política. Em nota divulgada depois da assembleia do sindicato, a empresa informou que adota uma operação especial para reduzir os impactos aos passageiros e garantir parte da circulação dos trens.
A greve ocorre em meio ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A CPTM afirmou que o movimento prejudica milhões de usuários que dependem do transporte ferroviário para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.
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A empresa também contestou as críticas feitas pelo sindicato e afirmou que mantém diálogo com os trabalhadores, além de cumprir os acordos firmados com a categoria. A CPTM declarou que continuará adotando medidas para preservar a qualidade e a segurança da operação.
CPTM prepara esquema emergencial
Para minimizar os efeitos da paralisação, a companhia mantém equipes de contingência e reorganizará a operação nas linhas afetadas. A CPTM também orientou os passageiros a acompanhar os canais oficiais antes de iniciar o deslocamento e, sempre que possível, utilizar rotas alternativas.
A CPTM informou ainda que acionou o Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do contingente dos trabalhadores nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Caso a decisão não seja cumprida, o sindicato poderá ser multado em R$ 400 mil por dia.
A empresa afirmou que vai divulgar atualizações em tempo real sobre a circulação dos trens durante a greve.
Sindicato contra privatização
O Sindicato dos Trabalhadores em empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil aprovou a paralisação em assembleia. A categoria protesta contra a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada e cobra garantias para os empregados durante a transição.
A paralisação ocorre depois de um incêndio em um vagão de linha privatizada registrado no último mês. Na ocasião, o governo de São Paulo determinou que a operação das linhas voltasse temporariamente para a CPTM por 90 dias. Não há prazo definido para o encerramento da greve.
CPTM pega fogo. Cidadão de São Paulo correndo risco de vida graças ao @tarcisiogdf o vagabundo. pic.twitter.com/humiPvgXMr
— Exijo justiça (@nada33100558) July 23, 2026
O governo de São Paulo afirma que a concessão ampliará os investimentos, reduzirá o intervalo entre os trens e melhorará a qualidade do serviço prestado aos usuários. A administração estadual também afirma que os direitos dos trabalhadores serão preservados durante o processo de transferência da operação.
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