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Cury pede audiência a Fachin no STF após cancelamento de debate

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) retorna do Rio de Janeiro a Brasília nesta sexta-feira, 2, e pretende ir à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir uma audiência ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Em carta aberta ao magistrado, Cury afirma que decisões recentes do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "interferem na liberdade de expressão em relação ao últ

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) retorna do Rio de Janeiro para Brasília nesta sexta-feira, 2, e pretende ir à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar uma audiência com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Em carta aberta ao magistrado, Cury afirma que decisões recentes do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “interferem na liberdade de expressão em relação ao último debate”.

A manifestação foi divulgada depois de a TV Globo cancelar o debate presidencial que estava previsto para a noite desta quinta-feira, 1º. Decisões judiciais tomadas horas antes do programa, que censuravam a realização do evento nos termos pré-acordados, representaram “uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm” de organizar o encontro entre os candidatos, segundo Cury.

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Cury afirma que o debate seria uma oportunidade para que os eleitores conhecessem suas propostas. Na carta, cita uma pesquisa do Instituto Eurasia, segundo a qual somente 40% dos eleitores sabem que ele é candidato à Presidência. “O debate seria imprescindível para que mais pessoas conhecessem minhas ideias e meu projeto de Estado”, escreveu.

Estúdio vazio da TV Globo no Rio de Janeiro; por causa de decisões judiciais, emissora cancelou debate com candidatos a presidente da República — Rio de Janeiro (RJ), 1°/10/2026 | Foto: Manoella Mello/Globo

Cury menciona decisões de Gilmar e Estela Aranha

Horas antes do debate, a ministra Estela Aranha, do TSE, determinou que a Globo não exibisse o púlpito vazio de candidatos ausentes nem formulasse perguntas dirigidas a eles. A emissora havia previsto o recurso no formato do programa.

Outra decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, que determinou a inclusão de Renan Santos, do Missão, no debate. O candidato não havia sido convidado pela Globo e recorreu à Justiça para tentar participar. Antes da decisão de Gilmar, a ministra Cármen Lúcia, do STF, e Kassio Nunes Marques, então presidente do TSE, haviam rejeitado pedidos semelhantes.

Na carta, Cury também menciona outros episódios ocorridos durante a campanha. Ele afirma ter demonstrado preocupação com mudanças no alcance das redes sociais e ressalva: “Não afirmo que houve sabotagem deliberada, mas reafirmo que suspeitas sérias em uma eleição não podem ser ignoradas”.

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O candidato cita ainda o pedido de vista do ministro Flávio Dino em um processo relacionado a um relatório da Polícia Federal sobre informações envolvendo o celular de Daniel Vorcaro. Cury reconhece que o pedido de vista é “um instrumento legítimo”, mas defende “a máxima transparência” em decisões institucionais sensíveis tomadas perto de uma eleição.

Outro ponto abordado é o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro, que elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Cury registra que o governo apresentou a medida como reposição da inflação e afirma que críticos, entre eles ele próprio, questionaram o momento do anúncio.

“Não se trata de retirar direitos, mas de assegurar que a dor dos vulneráveis nunca seja usada como instrumento de poder”, escreveu. O candidato também afirma que medidas sociais na reta final da eleição devem ser transparentes para que os eleitores possam avaliar seus efeitos.

Decisão de Gilmar envolveu Renan Santos (Missão), Paulinho da Força (Solidariedade) e Zeca Dirceu (PT) | Foto: Montagem/Divulgação

Ao tratar especificamente das decisões envolvendo o debate, Cury afirma que sua reivindicação não é por um tratamento diferenciado. “Não peço que o povo concorde comigo. Peço que tenha o direito de me ouvir, conhecer minhas propostas e decidir livremente”, escreveu.

No encerramento, Cury classifica a carta como “um protesto”, mas também como “uma súplica pacífica”. Ele pede que “os Poderes sejam harmônicos, que a liberdade de expressão seja preservada e que o povo brasileiro chegue às urnas com informação suficiente para decidir”.

O candidato também informou que avalia acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para relatar suas “preocupações em relação à democracia brasileira”. A carta é datada desta sexta-feira, mesmo dia em que Cury completa aniversário. Ele, entretanto, afirma que "pouco há para comemorar se o processo democrático está morrendo".

O post Cury pede audiência com Fachin sobre decisões do STF e TSE apareceu primeiro em Revista Oeste.

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