Defendido por Gilmar, Gonet já foi sócio do ministro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta quinta-feira, 17. Os dois têm uma relação que vai além da atuação no Judiciário: foram sócios na criação do então Instituto Brasiliense de Direito Público, hoje Instituto de Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Gonet deixou a sociedade em 2017, quando vendeu sua partici
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta quinta-feira, 17. Os dois têm uma relação que vai além da atuação no Judiciário: foram sócios na criação do então Instituto Brasiliense de Direito Público, hoje Instituto de Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Gonet deixou a sociedade em 2017, quando vendeu sua participação para Francisco Mendes, filho de Gilmar.
A nova defesa ocorreu dois dias depois de Gilmar gritar e ofender o ministro André Mendonça durante uma sessão extraordinária da Corte. Na ocasião, Gilmar criticou Mendonça por questionamentos feitos ao procurador-geral. O decano do STF chamou o colega de “boneco de campanha” e o acusou de agir por vingança.
Gilmar defende Gonet
Em uma longa publicação no X nesta quinta-feira, o ministro saiu novamente em defesa do chefe PGR. Gilmar afirmou que o levantamento do sigilo de mensagens apreendidas no celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, “manchou injustamente” a “honra” de Gonet.
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) September 17, 2026
O decano do STF também destacou a atuação do chefe da PGR e criticou a forma como o conteúdo das mensagens passou a ser tratado no debate público. Na publicação, porém, o ministro não fez menção a relação profissional que previamente manteve com o Gonet.
Sociedade em Instituto
Gilmar Mendes e Paulo Gonet fundaram IDP em 1998, junto com Inocêncio Mártires Coelho. Na época, a instituição tinha atuação concentrada no ensino jurídico.
Até deixar o quadro societário da organização, o então subprocurador-geral da República detinha 43,44% do capital social do instituto.
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O IDP é uma instituição privada de ensino superior voltada principalmente para Direito, administração pública e economia. A organização oferece cursos de graduação e pós-graduação atua na produção de estudos e na promoção de debates sobre temas jurídicos, econômicos e de administração pública. Atualmente, o instituto mantém unidades em Brasília e São Paulo.
Gonet continua vinculado ao IDP como professor. A relação com Gilmar também permaneceu no campo acadêmico: o atual chefe da PGR é coautor, com o ministro do STF e Inocêncio Mártires Coelho, de obras jurídicas.
O IDP também organiza o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido informalmente como “Gilmarpalooza”. O Lisbon Public Law Research Centre e a FGV Justiça, da Fundação Getulio Vargas, realizam o evento em parceria com o instituto.
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