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Defesa de Daniel Silveira pede que vídeo não seja considerado descumprimento de cautelar

A defesa do ex-deputado Daniel Silveira protocolou petição no Supremo Tribunal Federal solicitando que sua participação em um vídeo gravado pelo senador Carlos Portinho não seja interpretada como violação das medidas cautelares impostas durante o cumprimento da pena em regime aberto. O documento foi apresentado nesta quinta-feira (30).

A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição na qual pede que a participação dele em um vídeo gravado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) não seja considerada descumprimento das medidas cautelares impostas durante o cumprimento da pena em regime aberto. O documento foi protocolado nesta quinta-feira, 30.

A defesa já havia solicitado esclarecimentos ao STF sobre o alcance da restrição referente ao uso de redes sociais e à concessão de entrevistas, diante da exposição pública de Silveira. O texto afirma que o pedido buscava evitar "qualquer dúvida interpretativa" sobre as condições impostas pelo Supremo.

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Como informou a coluna No Ponto nesta quarta-feira, 29, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa esclarecesse a divulgação do vídeo nas redes sociais. Na ocasião, o advogado Michael Robert afirmou a Oeste que Silveira não participou da gravação nem da publicação do conteúdo.

A petição agora apresentada ao STF leva essa versão ao processo e pede que Moraes reconheça que o episódio não configura violação da cautelar, além de esclarecer que a restrição não alcança "simples interações sociais, cumprimentos, fotografias ou registros audiovisuais realizados por iniciativa exclusiva de terceiros".

Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária de encerramento do 1º semestre de 2026 (01/07/2026) | Foto: Victor Piemonte/STF

Defesa de Silveira diferencia manifestação pública de interação social

Segundo a defesa, o vídeo foi gravado por iniciativa exclusiva de Portinho e publicado apenas nas redes sociais do senador. O documento sustenta que Silveira apenas cumprimentou o parlamentar e que "em nenhum momento houve manifestação política, pedido de votos, conclamação de apoiadores, ataque a autoridades, instituições ou pessoas".

A petição sustenta que "manifestação" pressupõe a exteriorização voluntária de ideias ao público e não se confunde com cumprimentos ou conversas informais. Com esse argumento, a defesa afirma que a decisão de Moraes não pode ser interpretada para impedir fotografias, gravações ocasionais ou contatos sociais realizados por iniciativa de terceiros.

Ao final, os advogados pedem que o STF reconheça que o episódio não violou as condições impostas a Silveira e esclareça o alcance da cautelar. Além disso, requerem que o ex-deputado seja ouvido em audiência para prestar esclarecimentos sobre o caso.

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