Defesa de Zambelli critica pressa em extradição na Itália
A ex-deputada Carla Zambelli está muito apreensiva diante do avanço do processo de extradição na Itália, afirmou seu, advogado, Fábio Pagnosi, em entrevista ao Jornal da Oeste 1ª Edição desta segunda-feira, 4. Segundo ele, a tramitação do caso ocorre em ritmo incomum e levanta dúvidas sobre eventuais motivações políticas. “A Carla está muito abalada", afirmou. "Ela não esperava que a Itália fo
A ex-deputada Carla Zambelli está muito apreensiva diante do avanço do processo de extradição na Itália, afirmou seu, advogado, Fábio Pagnosi, em entrevista ao Jornal da Oeste 1ª Edição desta segunda-feira, 4. Segundo ele, a tramitação do caso ocorre em ritmo incomum e levanta dúvidas sobre eventuais motivações políticas.
“A Carla está muito abalada", afirmou. "Ela não esperava que a Itália fosse tentar extraditá-la tão rápido.” O advogado também mencionou o impacto psicológico da possibilidade de retorno ao Brasil sob custódia: “Ela sabe que vai ser um transtorno exaustivo e vexatório, um voo longo, algemada, com exposição pública”.
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O caso envolve pedidos de extradição baseados em processos judiciais no Brasil. De acordo com Pagnosi, inicialmente o pedido estava relacionado à investigação sobre invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas enfrentava dificuldades jurídicas por falta de equivalência penal com a legislação italiana.
“Esse era um processo em que os crimes não são correlatos", explicou. "Na Itália, esse tipo de acusação não tem o mesmo enquadramento.” Segundo o advogado, um segundo pedido — relacionado ao episódio em que Zambelli foi condenada por porte de arma — teria alterado o cenário.
Ele criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, alegando que houve mudança na condução processual para viabilizar a extradição. Pagnosi também questionou o prazo fixado pela Justiça italiana para julgamento do recurso, previsto para o dia 22.
“Tivemos quase nove meses sem decisão, e agora marcam um julgamento em cerca de um mês. Essa velocidade não é normal em processos de extradição”, destacou. Para ele, há indícios de que a decisão já estaria encaminhada.
A defesa sustenta que há tratamento desigual em comparação com outros casos. “Houve negativa de extradição para brasileiros acusados de crimes graves, como homicídio, enquanto a Carla, com cidadania italiana, enfrenta um desfecho diferente." Para Pagnosi, a distinção reforça a tese de “perseguição política”.
Zambelli tem 80% de chance de extradição, diz advogado
O advogado afirmou que ainda há possibilidades jurídicas. O recurso será analisado pela Corte de Cassação, instância máxima no sistema italiano. “Eles podem anular tudo e mandar recomeçar o processo desde o início.” Ainda assim, reconheceu um cenário desfavorável: “Hoje, a chance de extradição pode chegar a 80%”.
O processo ocorre no âmbito de cooperação jurídica entre Brasil e Itália, regido por tratados internacionais que exigem correspondência entre os crimes imputados nos dois países. A decisão final, depois do trâmite judicial, pode envolver também instâncias administrativas do governo italiano.
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Fonte: Revista Oeste · Por Isabela Jordão


