Direita avança na Bahia, reduto histórico do PT
O Partido dos Trabalhadores (PT) governa a Bahia desde 2007, quando Jaques Wagner iniciou uma sequência que teve Rui Costa e, agora, Jerônimo Rodrigues. Com a reeleição do atual governador, o partido poderá completar 20 anos consecutivos no comando do Estado até 2030. A Bahia também mantém uma tradição de votar no PT para a Presidência da República. Nas últimas três eleições, porém, candidatos
O Partido dos Trabalhadores (PT) governa a Bahia desde 2007, quando Jaques Wagner iniciou uma sequência que teve Rui Costa e, agora, Jerônimo Rodrigues. Com a reeleição do atual governador, o partido poderá completar 20 anos consecutivos no comando do Estado até 2030.
A Bahia também mantém uma tradição de votar no PT para a Presidência da República. Nas últimas três eleições, porém, candidatos de direita ampliaram sua participação no eleitorado baiano, movimento que ganhou força com o crescimento do Partido Liberal (PL).
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Em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato pelo PSL, recebeu 1.725.140 votos na Bahia, o equivalente a 23,41% dos votos. Quatro anos depois, na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro chegou a 2.047.599 votos, ou 24,31%.
No primeiro turno de 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, avançou novamente. O candidato recebeu 2.442.585 votos válidos na Bahia, alcançando 28,53%.
Nordeste também registra avanço da direita
O desempenho do candidato do PL não ficou restrito à Bahia. No Nordeste, Flávio conquistou 30,8% dos votos válidos no primeiro turno. Em 2022, a região deu a Lula uma vantagem de quase 13 milhões de votos sobre Bolsonaro.
Naquela eleição, Lula recebeu 66,7% dos votos nordestinos no primeiro turno. Na segunda etapa, o petista ampliou a participação para 69,3%. Neste ano, porém, ficou com 63,7% dos votos válidos na região no primeiro turno.
Parte do desempenho de Flávio pode estar relacionada à concentração dos votos de direita em torno de sua candidatura, o que reduziu o espaço dos demais concorrentes desse campo político. Ao mesmo tempo, os números mostram uma redução da participação de Lula no eleitorado nordestino em relação a 2022.
Além disso, o fim do primeiro turno abre uma nova etapa para as alianças políticas. Candidatos do centro que evitaram apoiar Flávio enquanto disputavam seus próprios cargos agora podem aderir à candidatura do PL.
Em Alagoas, JHC (PSDB) venceu a disputa pelo governo estadual. Durante o primeiro turno, ele manteve neutralidade para preservar o apoio de eleitores petistas.
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