Diretor da CIA faz visita não anunciada a Moscou
O diretor da CIA, John Ratcliffe, desembarcou em Moscou nesta terça-feira, 25, em uma visita não anunciada, conforme revelaram registros de rastreamento de voos. A aeronave militar americana C-17A Globemaster III pousou no aeroporto internacional de Vnukovo, em um momento de elevada tensão entre os dois países, quando a guerra na Ucrânia completa cinco anos.
O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, chegou a Moscou nesta terça-feira, 25, para uma visita não anunciada, de acordo com informações da CBS News e do The Washington Post. A movimentação foi detectada por dados de rastreamento de voos, que captaram a chegada de um avião de transporte militar C-17A Globemaster III da Força Aérea dos EUA ao aeroporto internacional de Vnukovo.
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A viagem ocorre em um momento de elevada tensão entre as duas potências, período em que a guerra na Ucrânia completa seu quinto ano e conflitos paralelos atingem o Oriente Médio. Testemunhas avistaram uma carreata diplomática com placas vermelhas nas ruas da capital russa. O Pentágono, a CIA e a Força Aérea dos EUA recusaram-se a comentar a viagem, enquanto a Casa Branca não respondeu os pedidos de informação.
A visita de Ratcliffe a Moscou não recebeu confirmação de nenhum dos governos. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou inicialmente que não tinha informações sobre a aeronave americana e negou a existência de planos para reuniões com representantes da administração dos Estados Unidos durante a semana. Depois da divulgação da identidade do passageiro, Peskov manteve silêncio diante de novos pedidos de comentário.
A última visita conhecida de um diretor da CIA a Moscou ocorreu em novembro de 2021, quando William Burns viajou para alertar o presidente Vladimir Putin sobre as consequências de uma invasão à Ucrânia. Poucas semanas depois, a Rússia lançou sua ofensiva em larga escala.
O contexto da tensão
A viagem de Ratcliffe ocorre em meio a novos alertas da inteligência americana. Relatórios sinalizam que Vladimir Putin estaria disposto a autorizar ações mais provocativas contra a Otan.
Essas operações híbridas buscam testar a reação da aliança militar e do governo Trump. Paralelamente, Rússia e Ucrânia intensificaram ataques de longo alcance em ambos os territórios.
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A CIA atuou ativamente nas trocas de prisioneiros entre Estados Unidos e Rússia. A agência viabilizou a libertação da binacional Ksenia Karelina em abril de 2025. O caso de Karelina envolveu negociação pessoal de John Ratcliffe. A agência também participou de outro acordo histórico em 2024. Essa negociação garantiu a soltura do jornalista Evan Gershkovich, do Wall Street Journal. O ex-fuzileiro naval Paul Whelan também foi libertado na mesma operação.
A visita de Ratcliffe também coincide com o aumento de ataques ucranianos em território russo, visando infraestrutura energética e instalações comerciais. A Rússia intensificou ataques com drones e mísseis contra Kyiv e outras cidades ucranianas.
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Os dois países ocupam lados opostos no conflito com o Irã. Teerã atua como o principal aliado de Moscou no Oriente Médio. A Rússia fornece inteligência ao regime iraniano sobre ativos militares americanos na região. Em resposta, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções nesta segunda-feira, 24. A medida dos EUA busca sufocar a economia do Irã.
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