Diretor do Paraná Pesquisas prevê eleição ‘mais apertada e mais imprevisível’ que 2022
O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, classificou a disputa pela Presidência como equilibrada e afirmou que, no cenário atual, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro podem vencer a eleição. + Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste “Se a eleição fosse domingo agora, seria mais apertado e mais imprevisível do que foi
O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, classificou a disputa pela Presidência como equilibrada e afirmou que, no cenário atual, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro podem vencer a eleição.
+ Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste
“Se a eleição fosse domingo agora, seria mais apertado e mais imprevisível do que foi a eleição de 2022”, disse Hidalgo, em entrevista ao Faroeste à Brasileira desta terça-feira, 1º. “Mas se a eleição fosse amanhã, te diria que é uma eleição muito aberta, e tanto o Flávio quanto o Lula poderiam ser o presidente do Brasil.”
Para o diretor, a abstenção pode ser determinante no segundo turno. Ele citou a possibilidade de Estados do Nordeste chegarem à etapa final da eleição presidencial sem disputa simultânea para governador, o que, segundo sua análise, reduziria a mobilização eleitoral. “O maior fator, ao meu ver, que decidiria a eleição hoje é o fator abstenção”, afirmou.
Rejeição pode decidir eleição
Hidalgo disse ainda que pesquisas do instituto mostram forte rejeição aos dois principais candidatos. “60% de quem vota em Flávio e 60% de quem vota em Lula, quando a gente coloca uma lista de cinco atributos, o principal motivo do voto é para o outro não ganhar”, destacou.
Perguntado sobre uma eventual vitória de Lula já no primeiro turno, Hidalgo descartou a possibilidade no cenário atual. Segundo ele, a economia representa hoje a principal dificuldade eleitoral do presidente. “O que mais machuca o presidente Lula não são as denúncias, não é Lulinha”, afirmou. “O que mais machuca o presidente Lula hoje é a dívida das pessoas e o supermercado.”
O diretor também citou o crescimento de Augusto Cury (Avante), de cerca de 2% para 10% a 11%, como outro elemento de incerteza na disputa. Para Hidalgo, o desempenho do candidato dependerá dos próximos dias. “Se ele tiver tudo tranquilo, ele vai crescer mais”, avaliou. “Se tiver problemas, pode ter certeza que pode cair na mesma velocidade que subiu.”
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