Éder Militão está fora da Copa do Mundo
O zagueiro Éder Militão foi submetido a cirurgia na Finlândia, nesta terça-feira, 28, para tratar uma ruptura na parte de trás da coxa esquerda, no chamado tendão proximal do bíceps femoral. O procedimento foi realizado pelo ortopedista finlandês Lasse Lempainen, considerado referência internacional em cirurgias musculares de alta complexidade, com supervisão dos serviços médicos do Real Madrid.
O zagueiro Éder Militão foi submetido a cirurgia na Finlândia, nesta terça-feira, 28, para tratar uma ruptura na parte de trás da coxa esquerda, no chamado tendão proximal do bíceps femoral. O procedimento foi realizado pelo ortopedista finlandês Lasse Lempainen, considerado referência internacional em cirurgias musculares de alta complexidade, com supervisão dos serviços médicos do Real Madrid. O tempo de recuperação para este tipo de lesão é de cerca de cinco meses, o que impede a participação do zagueiro na Copa do Mundo de 2026.
Ao contrário da situação do atacante Estevão, que tem buscado um tratamento conservador no Brasil, em vez de realizar cirurgia, a situação de Militão não teve acompanhamento direto, pelo menos aparentemente, do departamento médico da Confederação Brasileira de Futebol. Estêvão se machucou em 18 de abril de 2026, contra o Manchester United, pelo Chelsea, ao também sofrer lesão na parte posterior da coxa.
Pelas redes sociais, Militão se mostrou conformado. “Quem convive comigo sabe o quanto eu me dediquei e esforcei para estar na minha melhor condição física, mas infelizmente, tenho que cuidar do meu corpo para poder jogar no Real Madrid e na Seleção com confiança.” Ele também agradeceu a família e encerrou com uma mensagem de resiliência, ao declarar que “a luta continua”.
O zagueiro, que também atua como lateral-direito, se contundiu durante a partida em que o Real Madrid venceu o Alavés, por 1 a 0, na terça-feira 21, pelo Campeonato Espanhol, no Santiago Bernabéu. Exames indicaram agravamento do quadro por reabertura de área previamente lesionada, o que levou à indicação cirúrgica.
O músculo bíceps femoral, localizado na parte posterior da coxa, é fundamental em aceleração e mudanças de direção, e lesões nessa região são frequentes no futebol de alto rendimento, variando de estiramentos a rupturas completas. Em casos de atletas de elite, como o de Militão, a abordagem cirúrgica é adotada quando há ruptura significativa do tendão, com tempo estimado de recuperação entre quatro e seis meses.
Histórico de Éder Militão
O mesmo cirurgião Lempainen já tratou outros jogadores de alto nível em diferentes temporadas, incluindo Alejandro Balde (Espanha), submetido a cirurgia após lesão no tendão do bíceps femoral; Reece James, operado depois de lesão na posterior da coxa; além de casos como Ousmane Dembélé (França), Tommaso Pobega (Itália) e Juan Cuadrado (Colômbia).
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Militão já havia sofrido outras lesões musculares na mesma temporada, com afastamentos prolongados, e a nova intervenção consolida um cenário de recorrência na mesma região, agora com necessidade de reabilitação completa fora dos gramados.
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Fonte: Revista Oeste · Por Eugenio Goussinsky


