Eduardo Paes admite derrota: ‘A eleição termina’
Segundo colocado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) admitiu a derrota para Douglas Ruas (PL). Em texto divulgado na noite desta quinta-feira, 8, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o pessedista sinalizou que não seguirá com a briga na Justiça para tentar levar a eleição para o segundo turno. "A eleição termina, mas o meu amor pelo RJ e o meu compromi
Segundo colocado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) admitiu a derrota para Douglas Ruas (PL). Em texto divulgado na noite desta quinta-feira, 8, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o pessedista sinalizou que não seguirá com a briga na Justiça para tentar levar a eleição para o segundo turno.
"A eleição termina, mas o meu amor pelo RJ e o meu compromisso com
o povo fluminense continuam os mesmos", afirmou Paes, em postagem nas redes sociais. "O PSD e o nosso grupo politico seguirão vigilantes, acompanhando e cobrando resultados de um governo que representa a continuidade do grupo político que está no poder há oito anos."
Na mesma publicação, no entanto, o político do PSD fez questão de criticar o Poder Judiciário. Ele culpou os tribunais pela não realização do segundo turno da disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
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"A maioria dos eleitores fluminenses votou para que a eleição para governador do Rio de Janeiro fosse decidida no segundo turno", afirmou Paes. "Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. E assim que funciona a democracia."
A postagem de Paes ocorre minutos depois de o ministro Cristiano Zanin, do STF, rejeitar recurso para tornar válidos os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos). Com a anulação, Ruas passará dos 50% dos votos válidos e, assim, será declarado governador eleito já no primeiro turno.
Três derrotas de Eduardo Paes
No primeiro turno, realizado no último domingo, 4, Douglas Ruas teve 49,27% dos votos válidos. Paes ficou na segunda colocação, com 42,76. Garotinho, por sua vez, alcançou 3,17%. Com a oficialização da anulação dos votos de Garotinho, Ruas somará 50,83%, o que garantirá a eleição sem a realização do segundo turno.
Confirmada, essa será a terceira derrota de Eduardo Paes na tentativa de se tornar governador do Rio de Janeiro. A primeira derrota ocorreu em 2006, quando militava pelo PSDB. Pelo DEM, foi rejeitado pelas urnas em 2018.
Movimentação que acaba por eleger Ruas
Na declaração em que admite a mais nova derrota, Eduardo Paes não explica, no entanto, que foi movimentação dele que resultou na inelegibilidade de Garotinho e, consequentemente, na iminente vitória de Ruas.
Semanas antes da realização do primeiro turno, quando Paes aparecia à frente das pesquisas de intenções de voto, a equipe dele acionou a Justiça. Ao alegar condenação por improbidade administrativa, a coligação sob comando do PSD pediu a inelegibilidade de Garotinho.
A Justiça Eleitoral acatou os argumentos e determinou a anulação dos votos de Garotinho. No dia seguinte a realização do primeiro turno, o candidato do Republicanos desistiu de recorrer.
Desde então, Paes e aliados, que foram os responsáveis por pedir a inelegibilidade de Garotinho, passaram a acionar a Justiça com proposta oposta. Começaram a pedir que o Judiciário validasse a votação do integrante do Republicanos no primeiro turno. A nova estratégia, entretanto, fracassou tanto no Tribunal Superior Eleitoral quanto no STF.
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