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Efeitos sanitários inconclusivos, mas efeitos econômicos incontestáveis

Esta semana, o Dr. Anthony Fauci foi chamado ao Congresso americano para esclarecer o inexplicável. As perguntas, que por 111 vezes não foram respondidas, questionaram por que o governo americano financiou pesquisas de ganho de função do coronavírus em Wuhan, na China; por que a única saída apresentada foi um lockdown severo; por que, durante a pandemia, deveríamos manter uma distância de seis p

Esta semana, o Dr. Anthony Fauci foi chamado ao Congresso americano para esclarecer o inexplicável. As perguntas, que por 111 vezes não foram respondidas, questionaram por que o governo americano financiou pesquisas de ganho de função do coronavírus em Wuhan, na China; por que a única saída apresentada foi um lockdown severo; por que, durante a pandemia, deveríamos manter uma distância de seis pés, ou 1,8 metro, de cada pessoa; e por que o uso de máscaras e, posteriormente, das vacinas tornou-se obrigatório.

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O silêncio de Fauci lembrava o silêncio que imperava, ou a censura instalada no mundo ocidental, para que nenhuma ordem absurda fosse questionada. Pessoalmente, tive um artigo científico banido em 2020 por demonstrar que os efeitos sanitários eram inconclusivos, enquanto os efeitos econômicos eram incontestáveis e desastrosos para todos os países que seguiram as premissas determinadas pelo Dr. Anthony Fauci, que não se tornou réu porque já havia recebido um perdão presidencial preventivo por todos os seus atos praticados entre 2014 e 2024.

Não sou médico e, por esse motivo, vou apresentar apenas mais um argumento sobre o vírus. Para isso, tomo como base os dez países estudados no artigo de 2020, dividindo-os em dois grupos. De um lado, os países com mais restrições naquele período: Brasil, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, França e Itália. Do outro, os países com menos restrições: Coreia do Sul, Japão, Reino Unido, Singapura e Suécia.

Peguei os dados de 2020 e estendi a mesma metodologia até abril de 2022. O resultado foi claro: não houve correlação entre lockdowns e restrições com o número de casos e mortes por mil habitantes. Os países com mais restrições tiveram 38,8 casos por mil habitantes, enquanto o grupo com menos restrições registrou 48,79 casos por mil habitantes. Ao mesmo tempo, as mortes no grupo com mais restrições chegaram a 0,811 por mil habitantes, enquanto os países mais livres registraram 0,167 morte por mil habitantes. Tirem suas próprias conclusões!

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Mas o que os congressistas americanos estão questionando? Por que o NIH/NIAID, órgão de saúde americano, financiou o laboratório chinês para desenvolver o coronavírus? Por que Fauci mentiu sobre a letalidade do vírus, dizendo que ela era de 3% e que, com o lockdown, poderia cair para 1%, enquanto os cálculos do CDC americano apontavam que a letalidade real estava entre 0,2% e 0,3%, independentemente do estado americano, tornando irrelevantes tanto a condição climática quanto a existência, ou não, de restrições à circulação?

Essas dúvidas ainda existem, mas as econômicas, não. O lockdown provocou um aumento da dívida pública superior ao observado durante a Segunda Guerra Mundial, trouxe a inflação global de volta a níveis comparáveis aos do segundo choque do petróleo, no início dos anos 1980, e gerou a recessão de 2020. Embora não tenha superado a Grande Depressão de 1929 nem as guerras mundiais em destruição acumulada, a depressão da Covid-19 apresentou a maior contração econômica mundial desde 1945–1946 e a mais ampla sincronização de quedas nacionais desde 1870.

Naturalmente, houve ganhadores nesse período. Entre os grandes blocos econômicos, de 2019 a 2021, os Estados Unidos e a União Europeia cresceram, em média, cerca de 10%, enquanto a China cresceu 24% e o Japão recuou 2%.

Entre as grandes empresas farmacêuticas, no período mais crítico da pandemia, entre março de 2020 e março de 2021, a valorização foi expressiva: a Novavax cresceu 1.235%, a Moderna, 337%, e a BioNTech, 170%. Naturalmente, não foram apenas as empresas que desenvolveram vacinas que ganharam dinheiro e se valorizaram, mas esses números demonstram o efeito benéfico que a pandemia produziu para determinadas empresas do setor.

Acredito que o Dr. Fauci e todos os envolvidos nessa grande construção do pânico mundial nunca serão devidamente punidos. Esse fato não se restringe aos Estados Unidos. Aqui no Brasil, o ministro da Saúde da época, a mídia sensacionalista e os tiranos que prenderam pessoas em praias e praças por todo o país também não serão punidos. Afinal, foi punido apenas quem ofereceu cloroquina para uma ema. E, falando nisso, para terminar, o relatório do Congresso americano aponta que os dados sobre o tratamento com cloroquina, que indicavam sua falta de eficácia, também teriam sido fraudados e modificados, de modo que a única saída apresentada fossem os gastos com respiradores e vacinas.

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