El Salvador planeja liberdade condicional para até metade dos presos
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que seu governo prepara um plano para conceder liberdade condicional antecipada a até 50% dos presos acusados de colaborar com gangues criminosas. A proposta prevê a análise individual dos casos e o monitoramento dos beneficiados pelas autoridades. O anúncio foi feito na terça-feira (13), durante uma entrevista coletiva em San Salvador. Segun
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que seu governo prepara um plano para conceder liberdade condicional antecipada a até 50% dos presos acusados de colaborar com gangues criminosas. A proposta prevê a análise individual dos casos e o monitoramento dos beneficiados pelas autoridades.
O anúncio foi feito na terça-feira (13), durante uma entrevista coletiva em San Salvador. Segundo Bukele, a iniciativa busca diferenciar os presos que participaram de crimes graves daqueles que tiveram envolvimento menos relevante com as organizações criminosas.
El Salvador: liberdade com grau de responsabilidade
O presidente citou como exemplo a diferença entre alguém que ajudou integrantes de gangues a enterrar um cadáver e um jovem que avisava os criminosos sobre a aproximação da polícia. Para ele, embora ambos tenham cometido crimes, o grau de responsabilidade precisa ser considerado.
Bukele argumentou que, durante anos, comunidades salvadorenhas viveram sob o domínio de grupos criminosos, que impunham regras por meio de ameaças e violência. Nesse contexto, segundo o presidente, algumas pessoas colaboravam com as gangues para sobreviver.
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Os beneficiados continuariam reconhecidos como culpados pelos crimes, mas poderiam cumprir o restante da pena fora da prisão, sob condições determinadas pelas autoridades. O governo ainda não informou quando a medida entrará em vigor, quais serão os critérios para a concessão do benefício nem quantos presos poderão ser libertados.
Desde março de 2022, quando Bukele decretou estado de exceção para combater as gangues Mara Salvatrucha (MS-13) e Barrio 18, mais de 93 mil pessoas foram presas sob suspeita de integrar ou colaborar com esses grupos.
A política de segurança reduziu drasticamente os homicídios no país, segundo dados oficiais. Em contrapartida, organizações de direitos humanos denunciam detenções arbitrárias e mortes de presos sob custódia estatal. O governo defende a ofensiva como necessária para recuperar o controle de áreas dominadas pelas organizações criminosas.
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